Florianópolis retomará isolamento contra COVID-19 se for preciso, diz prefeito

Em entrevista à CNN, Gean Loureiro afirmou que flexibilização foi tomada com analise de dados como a curva de novos casos e a capacidade hospitalar da cidade

Da CNN, em São Paulo

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A cidade de Florianópolis, que flexibilizou a partir desta quarta-feira (22), o isolamento para minimizar os danos da pandemia, poderá retomar as medidas de restrição se houver um aumento acima do esperado nos números da casos da doença, afirmou o prefeito Gean Loureiro (DEM).

Em entrevista à CNN, ele disse que decidiu permitir atividades como o comércio de rua, a partir da avaliação de dados fornecidos pela equipe de inteligência em saúde da prefeitura. “A gente avalia a curva de novos casos a cada dia e isso dá uma garantia, neste momento, de que essa curva é suportada pelo sistema de saúde da cidade”, explicou Loureiro.

“Se essa curva ultrapassar os limites que trabalhamos, voltaremos a restringir [as atividades econômicas e a circulação de pessoas]. É óbvio que o reflexo desse crescimento acontece depois de duas semanas [período de incubação da COVID-19] e por isso não vamos deixar passar de 60%, 70% da capacidade do sistema”, completou.

Loureiro disse um dos fatores considerados na decisão de permitir a flexibilização da quarentena foi a baixa ocupação dos leitos nos hospitais da capital catarinense: apenas 13 dos 73 leitos estão ocupados – e o planejamento do estado e do município prevê elevar para até 120 leitos até maio, caso seja necessário.

Reprodução/CNN
O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, disse que flexibilização do isolamento foi decidido após cruzamento de dados do município
Foto: Reprodução – 22.abr.2020/CNN

De acordo com o político, a cidade tem atualmente 333 casos do novo coronavírus, com 4 mortes.

Sobre a possibilidade do uso de hospitais de campanha para tratar os infectados, o prefeito afirmou que esse ponto está em discussão com o governo estadual.

“O plano do governo do estado prevê a construção [dos hospitais da campanha] em várias regiões de Santa Catarina, incluindo Florianópolis, entretanto aqui não vai ser para utilização de leitos, mas para ampliar a própria estrutura hospitalar do estado”, disse Loureiro.

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