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    Governo avalia convocar Forças Armadas para o Rio Grande do Norte

    Estado sofre há quatro dias com ataques de criminosos; pelo menos 45 cidades foram alvo de ações contra comércio, bancos públicos e veículos

    Caminhão incendiado por criminosos em Natal, no Rio Grande do Norte
    Caminhão incendiado por criminosos em Natal, no Rio Grande do Norte José Aldenir/TheNews2/Estadão Conteúdo

    Caio Junqueira

    Fontes do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça informaram à CNN que o governo avalia convocar as Forças Armadas para uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio Grande do Norte.

    O estado sofre há quatro dias com ataques de criminosos. Pelo menos 45 cidades foram alvo de ações contra comércio, bancos públicos e veículos.

    O governo avalia até amanhã o impacto de uma ampla operação policial feita nesta sexta-feira (17) com o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra integrantes da facção criminosa suspeita de liderar os ataques.

    Se a operação não for suficiente para estancar os ataques, são reais as chances de haver uma convocação das Forças Armadas.

    Na tarde desta sexta-feira (17), o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), encaminhou um oficio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedindo que as Forças sejam convocadas.

    “Na qualidade de Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, e tomando como razões de decidir os elementos trazidos pelo ilustre Senador da República do Estado do Rio Grande do Norte, dadas as circunstâncias do caso concreto e a urgência do momento, formulo o pedido de envio das Forças Armadas, a fim de garantir a lei e a ordem naquela unidade federada”, diz o ofício.

    Se isso ocorrer, será a primeira GLO do governo Lula, que cogitou convocar uma operação semelhante durante os ataques criminosos no dia 8 de janeiro. O governo desistiu por temer um golpe de Estado patrocinado pelas Forças Armadas.

    Após o episódio, houve troca no comando do Exército e hoje a relação da força com o Planalto melhorou, segundo interlocutores do palácio. Isso a despeito de o PT ter formulado uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) defendendo o fim das GLOs.