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    Governo Federal e Roraima criam grupo de trabalho para crise Yanomami

    Além de Roraima, a Defensoria Pública do Amazonas pediu ajuda para enfrentar a crise humanitária que atinge os povos indígenas

    Vilarejo Yanomami na floresta amazônica em Roraima
    Vilarejo Yanomami na floresta amazônica em Roraima Foto: Bruno Kelly - 18.abr.2016/Reuters

    Jairo Nascimentoda CNN

    em São Paulo

    Em reunião entre ministros do governo federal com o governador de Roraima, Antônio Denárium, foi criado um grupo de trabalho para estabelecer ações de curto, médio e longo prazo para enfrentar a crise humanitária dos povos indígenas Yanomami, nesta quinta-feira (2).

    A Defensoria Pública do Amazonas também pediu ajuda para atender os povo da etnia que sofrem com insegurança, fome e doenças no estado.

    Os ministros Rui Costa, da Casa Civil, Alexandre Padilha, de Relações Institucionais e o governador de Roraima participaram da reunião.

    Denárium foi criticado por lideranças indígenas pela falta de ações.

    Durante o encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho para atender as demandas de saúde, segurança e desenvolvimento do estado. Haverá participação dos governos federal, estadual e municipais.

    Os Yanomami têm enfrentado uma crise humanitária que foi acentuada com a ação ilegal do garimpo em terras indígenas.

    As Terras Yanomami ocupam uma área de 9,6 milhões de hectares que passam pelos estados de Roraima, Amazonas e chegam a Venezuela.

    Nesta semana, a Funai restringiu o acesso de profissionais de saúde na terra Yanomami, em Roraima.

    A mudança visa “resguardo e respeito aos povos indígenas durante o enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional”, segundo a Fundação.

    Agora, o acesso será definido pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.

    Os servidores públicos em missão à região terão que apresentar esquema vacinal completo, incluindo a vacina contra a Covid-19, atestado de avaliação médica que comprove a não existência de doença infectocontagiosa e teste contra a vírus realizado 24 horas antes.

    A Defensoria Pública do Estado do Amazonas alertou que denuncia desde 2021 a situação precária dos povos Yanomami no estado.

    Não houve respostas nem ações pelos entes públicos.

    Foi solicitada a inclusão dos indígenas no Atendimento Emergencial de Saúde por conta do aumento de casos de subntrição, malária e doenças evitáveis.

    Há registos da falta de insumos básicos na rede pública de saúde, como vitamina D. Ainda não há resposta sobre o pedido da Defensoria.

    As comunidades de São Gabriel da Cachoeiras, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos são as mais atingidas.

    Dados do Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira mostram que 85 das 395 internações de crianças até 5 anos eram da etnia Yanomami.

    A Associação Xoromawé Indígena também denunciou a situação de precariedade no Amazonas.