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    Ibama institui sala de situação para combater garimpo em terra Yanomami

    Medida foi tomada no 2º dia da Operação Escudo da Aeronáutica contra a prática ilegal

    Jéssica Mourada CNN

    em Brasília

    Diante da crise sanitária na Terra Indígena Yanomami, o Ibama (Instituto Brasiliero do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) se somou aos esforços de outros órgãos para solucionar o caso. Nesta quinta-feira (2), a instituição criou uma sala de situação para combater o garimpo em Roraima, onde fica o território.

    A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Pelo ato, a sala será sediada na superintendência da capital do estado, Boa Vista, para coordenar, planejar e acompanhar as ações que visam desmantelar a prática ilegal.

    A norma, assinada pelo presidente interino do Ibama, Jair Schmitt, nomeado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, estabelece que a sala de situação vai funcionar por 180 dias. Ao final desse prazo, o coordenador, que ainda será definido, vai produzir um relatório sobre os trabalhos.

    Na segunda-feira (30), o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto com um pacote de medidas de combate ao garimpo na região da terra Yanomami e à crise humanitária que atinge o povo indígena.

    Entre as ações previstas na matéria, há a autorização para que o Comando da Aeronáutica crie uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (Zida) sobre o território. Desse modo, a Aeronáutica pode adotar medidas contra qualquer tráfego aéreo que possa envolver ato ilícito.

    Com isso, foi deflagrada nessa quarta-feira (1º) a Operação Escudo Yanomami, da Força Aérea Brasileira (FAB). Os militares vão instalar um radar para ampliar a capacidade defensiva e intensificar o poder de detecção e controle do local. O Ministério da Defesa fornecerá dados de inteligência e transporte logístico para equipes que participam da ação, como a Polícia Federal (PF) e o Ibama.

    Em janeiro, autoridades encontraram pessoas em situação de desnutrição grave, infecção respiratória aguda (IRA) e malária na terra Yanomami. Nos últimos 4 anos, houve pelo menos 570 mortes evitáveis de crianças indígenas por desnutrição na área. A PF já instaurou um inquérito para apurar crimes de genocídio, omissão de socorro, e crimes ambientais no território.