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    Greve em SP: Governo quer punir servidores que não cumpriram decisões judiciais

    Governador garante que as punições devem acontecer dentro das possibilidades das leis trabalhistas

    Aviso pregado na Estação Barra Funda, na zona oeste de São Paulo
    Aviso pregado na Estação Barra Funda, na zona oeste de São Paulo Reprodução/CNN Brasil

    Isabelle Salemeda CNN

    O Governo de São Paulo estuda formas de punir servidores que descumpriram medidas judiciais relacionadas à greve desta terça-feira (28).

    Mais de 4,6 milhões de passageiros poderiam ficar sem acesso ao transporte sobre trilhos nesta terça (28). Para evitar o caos, a Justiça foi acionada e determinou, após concluir que a greve tinha cunho político e não trabalhista, que 80% dos serviços do Metrô e 85% da CPTM deveriam operar nos horários de pico, com 60% nos demais períodos.

    Para tentar garantir a porcentagem mínima do efetivo, o Metrô convocou individualmente os trabalhadores. A CNN teve acesso ao comunicado que foi enviado aos empregados. No documento, a estatal lembra a decisão judicial.

    Mesmo assim, apenas 12% dos funcionários do Metrô estão trabalhando nesta manhã. Já com relação à CPTM, 70% dos trabalhadores estão atuando.

    A Justiça determinou, ainda, uma multa por desobediência do efetivo mínimo previsto. A penalidade para o sindicato que representa dos metroviários é de R$ 700 mil por dia e de R$ 600 mil para o que que está a frente dos funcionários da CPTM. No entanto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) acredita que não seja suficiente. “O sindicato diz que não tem dinheiro e não paga. Por isso, a ideia de individualizar as condutas”, explicou Freitas.

    O presidente do metrô, Julio Castiglioni, nega que as possíveis penalidades possam representar uma quebra do direito do greve dos trabalhadores.

    Já o governador garante que essas punições devem acontecer dentro das possibilidades das leis trabalhistas e com “razoabilidade e proporcionalidade”.