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    Homem apontado como sobrinho de Marcola, do PCC, é preso em megaoperação

    Operação, que também apreendeu joias e veículos, é resultado de cooperação entre forças policiais do Brasil

    Letícia Cassianoda CNN*

    São Paulo

    A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (24), na cidade de Itajaí, litoral de Santa Catarina, um homem apontado como sobrinho de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, indicado como líder da máximo da facção paulista, Primeiro Comando da Capital (PCC).

    A operação que resultou na prisão do suspeito e na apreensão de joias e veículos é resultado de uma cooperação entre diversas forças policiais, denominada como Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), a qual a Polícia Civil de Santa Catarina, também faz parte.

    De acordo com a polícia, o suspeito detido, assim como o tio, também exerce uma posição de liderança no PCC, atuando como um dos gerentes dos negócios ligados ao jogo do bicho e ao tráfico de drogas e de armas no Ceará. Ele foi preso na casa em que morava e encaminhado ao Complexo Prisional da Canhanduba, em Itajaí, e deve ser transferido para uma prisão de segurança máxima.

    ‘Operação Primma Migratio’

    A ‘Operação Primma Migratio’, que prendeu o homem apontado como um dos novos líderes do PCC, faz parte de uma investigação que começou no Ceará, e envolveu autoridades de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, além da Interpol. Joias e veículos também foram apreendidos.

    A Força-Tarefa identificou ao longo de mais de dois anos que o núcleo gerencial e logístico do PCC teria migrado parte da estrutura gerencial de São Paulo para o Ceará.

    De acordo com a polícia, entre as atividades criminosas implementadas pela organização no estado nordestino estão tráfico de drogas e armas, exploração de jogos de azar como “jogo do bicho” e lavagem do dinheiro adquirido por meio de uma loteria esportiva administrada pela facção.

    Segundo a Polícia Civil do Ceará, mais de trezentos milhões de reais teriam sido movimentados pela organização criminosa nos últimos anos. Parte desse dinheiro era propina para corrupção de servidores públicos.

    Ao todo, foram expedidos 22 mandados de prisão preventiva, 36 mandados de busca e apreensão e confisco de 42 veículos de investigados. Entre as ações, foi decretada a prisão de dois policiais militares que pertencem ao núcleo logístico da organização.

    As cidades onde ocorreram cumprimento de mandado foram Arujá, São Paulo e Bragança Paulista no estado de São Paulo, Fortaleza, Sobral, Acarau, Jucas, Beberibe, Iguatu, Acopiara Brejo Santo e Juazeiro do Norte no Ceará, Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul e Itajaí, em Santa Catarina.

    (*Sob supervisão de Marcos Guedes)