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    Hóspedes encontram câmera escondida em quarto de resort em Porto de Galinhas

    Aparelho estava instalado em uma tomada abaixo da televisão; turistas desconfiaram de luz piscando e encontraram equipamento

    Hóspedes encontram câmera escondida em quarto de resort em Porto de Galinhas
    Hóspedes encontram câmera escondida em quarto de resort em Porto de Galinhas Reprodução

    Felipe AndradeCarolina FigueiredoBruno Laforéda CNN

    Um casal de turistas encontrou uma câmera escondida em um quarto de hotel em um resort onde se hospedavam em Porto de Galinhas, litoral de Pernambuco. O caso aconteceu no último dia 17 de janeiro e está sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco. Veja imagem da câmera:

    Turistas encontram câmera escondida em quarto de apartamento / Reprodução

    Segundo a polícia, os turistas perceberam o equipamento ao notarem uma luz em uma das tomadas do quarto. Ao olharem de perto, perceberam que havia um aparelho de gravação no local, que estava apontado para a cama de casal do quarto. “A finalidade, ao que parece, era captar cenas de relações sexuais de todos que utilizassem o quarto”, disse o delegado Ney Luiz Rodrigues em conversa com a CNN.

    Ainda segundo o delegado, havia um cartão de memória anexado ao dispositivo. Não há como mensurar quando o aparelho foi instalado, mas a polícia descarta que os proprietários do imóvel tenham sido os responsáveis pela instalação.

    Conforme o Dr. Rodrigues, responsável pela investigação, o caso será investigado como “registro não autorizado de intimidade sexual”.

    Como o equipamento foi localizado

    Segundo o relato do casal no momento do registro da ocorrência, a hospedagem começou no dia 13 de janeiro. Desde o início, os turistas notaram que havia uma tomada em frente à cama do casal, cujo uso era inviabilizado pelo painel de madeira que a cobria, impedindo que ela fosse utilizada.

    No dia 17 de janeiro, o casal estava utilizando a lanterna do celular, pois desconfiavam que havia baratas no painel da televisão. Em determinado momento, a lanterna do celular refletiu num ponto na tomada. Ao desmontarem a tomada, perceberam que se tratava de uma “câmera espiã”.

    Ao pesquisarem na internet o modelo da câmera encontrada, perceberam que os modelos vendidos pela internet oferecem gravação e também transmissão em tempo real das gravações, via internet. Depois disso, procuraram a polícia.

    Procurada pela CNN, a empresa Carpe Diem, responsável pela administração do imóvel, disse que “repudia esse tipo de atividade criminosa” e que está prestando todo apoio aos hóspedes e às autoridades policiais.

    Nota – Carpe Diem

    Repudiamos esse tipo de atividade criminosa e estamos prestando todo apoio aos hóspedes e às autoridades policiais para que os responsáveis por tal crime sejam encontrados e punidos. A Carpediem Homes é uma empresa séria, com mais de 5 anos de tradição no mercado, mais de 50.000 hospedagens concluídas sem intercorrências similares. Nosso papel é distribuir os imóveis de temporada em portais como a Booking.com entre outros, oferecendo estadias seguras em 4 estados do Nordeste. Tal ato criminoso é raro, contudo, quadrilhas podem estar se especializando nesse tipo de ação, haja vista que esses equipamentos não têm qualquer tipo de proibição ou regulação de venda no comércio online. Estamos investindo em tecnologia de detecção para continuarmos a oferecer os mais altos padrões de segurança com seriedade e credibilidade.

    A CNN procurou os turistas, que preferiram não se manifestar e indicaram o advogado para falar sobre o assunto. O representante legal do casal disse que tomou as medidas judiciais cabíveis, proibindo que vídeos e informações relacionadas a seus clientes sejam divulgados publicamente.

    Em nota enviada à CNN, a sucursal pernambucana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/PE) manifestou sua “profunda indignação” com o ocorrido. “Repudiamos veementemente tal violação e desejamos expressar nossa solidariedade para com as vítimas”, diz o comunicado.

    A ABIH/PE também esclarece que a hospedaria não se trata de um hotel, tampouco um resort, portanto não é associada à entidade. “Um episódio como este explicita a fragilidade neste modelo de hospedagem”, declarou a associação.

    Conheça o local onde caso ocorreu

    Nas redes sociais, o Oka Beach Residence se apresenta como um serviço de “flats para locar em Muro Alto”, em Porto de Galinhas. “Somos um condomínio residencial, porém muitos proprietários locam seus imóveis”, diz a administração. Os apartamentos têm pelo menos 32 metros quadrados de área. Leia mais.