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    Hospitais em São Paulo enfrentam alta de internações por dengue

    Segundo a SindHosp 61% dos hospitais privados do estado tiveram um aumento para doença

    Existem três tipos diferentes de teste de dengue, que devem ser feitos em momentos específicos da infecção
    Existem três tipos diferentes de teste de dengue, que devem ser feitos em momentos específicos da infecção TEK IMAGE/SCIENCE PHOTO LIBRARY/GettyImages

    Julia FariasThomaz Coelhoda CNN*

    São Paulo

    Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) apontou que entre 1 e 10 de abril revelou que 61% dos hospitais privados do estado tiveram um aumento nas internações por dengue nos últimos 15 dias. Ainda, 27% dos hospitais registraram um aumento nas internações por covid-19. Os dados foram coletados de mais de 90 hospitais da rede privada.

    Em comparação com um levantamento, realizado entre fevereiro e março de 2023, apenas 18% dos hospitais registraram um aumento de internações por dengue, enquanto 71% reportavam aumento por covid. Os resultados atuais sugerem um crescimento considerável nas internações por dengue e uma redução nas relacionadas à covid-19.

    A duração média de internação em UTI para pacientes com dengue é de até 4 dias em 77% dos hospitais consultados. De acordo com o SindHosp, mais da metade dos hospitais (58%) reportaram um aumento de até 5%, 17% indicaram um aumento de 51% a 70% e 10% observaram um aumento de 6% a 10%. No mês anterior, 26% dos hospitais viram um aumento de até 5%, enquanto 15% relataram um aumento de 6% a 10%.

    Em leitos clínicos, 33% dos hospitais viram um aumento de 6% a 10% nas internações por dengue, enquanto outro grupo de 33% notou um aumento de 31% a 50%.

    O Brasil registrou 1.601 mortes por dengue e 3.535.314 casos prováveis da doença somente neste ano, marcando o recorde de número mais alto desde 2000, de acordo com a série histórica do Ministério da Saúde. A taxa de letalidade em casos prováveis é de 0,05 e em casos graves é de 4,35. Para cada 100 mil habitantes, o coeficiente de incidência está em 1.741,0.

    *Sob supervisão de Bianca Camargo