Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Idoso que matou vizinho por soltar rojões vira réu; Justiça nega prisão domiciliar

    O crime ocorreu na segunda-feira (2), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista; a vítima foi assassinada por uma espingarda de pressão

    Isabelle SalemeCarol RaciunasCarolina Figueiredoda CNN

    Em São Paulo

    O idoso de 74 anos Mário D’Amore virou réu na Justiça de São Paulo por homicídio. Ele é acusado de atirar em um vizinho com balas de chumbinho após o homem se preparar para soltar um rojão.

    A vítima, Francisco Nicolas Lopes, de 38 anos, chegou a ser socorrido para uma unidade de pronto atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.

    O caso aconteceu no último na segunda-feira (2), na Vila Balneária, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

    A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar, e a defesa do réu tem dez dias de prazo para responder à acusação por escrito, apresentando documentos e indicando até oito testemunhas.

    O idoso, que havia sido preso em flagrante, tinha tido a detenção convertida para preventiva, ou seja, sem uma data de término.

    A defesa alegou, na solicitação, a idade avançada do idoso, questões de saúde, os bons antecedentes e fato de ser réu primário.

    No entanto, a decisão contrária foi baseada na gravidade da conduta e na fundamentação da denúncia, que teria fatos suficientes para manter o acusado preso.

    Além disso, o juiz responsável afirmou que a questão de saúde não seria suficiente para garantir a prisão domiciliar.

    Segundo a Polícia Militar, que atendeu ao chamado, testemunhas contaram que a vítima estava prestes a soltar um fogo de artifício, quando o idoso usou uma espingarda de pressão para atirar contra a cabeça do homem.

    A arma utilizada no crime foi apreendida e encaminhada à perícia.

    Pelas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a morte de Francisco.

    Um deles descreveu a vítima como “um menino calmo, respeitador, boa gente mesmo, cheio de planos, responsável e trabalhador”, acrescentando que ele “teve sua vida tirada sem motivos, deixando muitos sonhos.”