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    Inep chama de “ilação” suposta interferência no Enem

    Instituto vinculado ao Ministério da Educação se manifestou em ação que tramita na Justiça Federal

    Provas do Enem
    Provas do Enem Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Basília Rodrigues

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    O Inep respondeu à Justiça Federal de São Paulo que é ilação dizer que houve acesso de pessoas estranhas nos ambientes de preparação e impressão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A suspeita veio à tona após a série de demissões no instituto, revelada pela CNN. O Inep afirma que no dia da prova haverá a presença de peritos da Polícia Federal, com conhecimento em logística e tecnologia da informação, no prédio do instituto, em Brasília.

    A manifestação foi encaminhada pelo Inep, na quinta-feira (18), à Vara Cível Federal de São Paulo. Nela, o instituto pede para a Justiça não aceitar a ação movida pela Defensoria Pública da União, que cobra do governo, no prazo de 24 horas, várias informações sobre a organização do Enem.

    O Inep argumenta que o envio das informações poderia contribuir para a produção de provas contra si, que poderiam ser utilizadas para fundamentar uma ação futura dos defensores públicos. “O que se constata é que a parte autora, partindo de meras ilações, pretende, sem qualquer justificativa, valer-se do expediente para instaurar verdadeiro inquérito judicial no caso concreto”, afirma o Inep.

    Entre os pedidos, a Defensoria tenta saber quais medidas foram e estão sendo adotadas para que a saída de servidores do Inep não atrapalhe o Enem; se houve acesso do conteúdo da prova por pessoas de fora do Inep e se houve exclusão, e por determinação de quem, de itens das provas.

    Em meio a muitas críticas, especialmente de servidores, o Inep tem evitado responder aos questionamentos da imprensa. À justiça, fez uma defesa do Enem, o que diz considerar “uma das políticas públicas mais importantes para a educação no Brasil”.

    O Inep afirma ainda que “ameaçar ou impedir a realização do exame, abalar a sua credibilidade, é retirar destes jovens a possibilidade de acesso a uma educação de qualidade e a um futuro melhor, com a necessária inserção no mercado de trabalho”, destaca.

    Demitidos

    Sobre a demissão de quase 40 coordenadores do Enem, o Inep evitou entrar em detalhes quanto às razões para a debandada. Mas afirmou na manifestação judicial que as demissões ainda não estão valendo porque não foram publicadas no Diário Oficial da União.

    De acordo com o governo, os demissionários fazem parte de um grupo de resposta a incidentes e crises na aplicação do Enem e que, apesar dos pedidos de dispensa, houve seleção de funcionários suficientes para trabalhar em escala de plantão nos preparativos e no dia das provas.

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