Insatisfação popular gerou clima de instabilidade social em Macapá, diz promotor

Iaci Pelaes dos Reis comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de suspender as eleições no Amapá por conta da falta de energia no estado

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Devido ao apagão no Amapá, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Luís Roberto Barroso, decidiu suspender as eleições municipais do estado. Em entrevista à CNN, Iaci Pelaes dos Reis, promotor eleitoral da capital Macapá, afirmou que concorda com o adiamento do pleito por conta da instabilidade social.

“Nos últimos dias a insatisfação da população cresceu bastante em Macapá, gerando um clima de instabilidade social. Nós tivemos diversas manifestações, movimentos de violência (…) Nós sabemos que outros atores estão por trás, também aproveitando desta situação, para contribuir ou incentivar a população a se revoltar. Portanto, o adiamento da eleição causa um transtorno para a Justiça Eleitoral e para nós, do Ministério Público, mas é uma situação que se impõe em um contexto como este”, explicou. 

O promotor ainda destacou a falta de policiais para garantir a segurança na eleição. “A Polícia Militar não tem um efetivo suficiente para garantir a segurança. Fundamentalmente aqui, na cidade do Macapá”, prosseguiu o promotor.

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Pelaes afirma que além do estado de calamidade pública causado pela falta de energia, a pandemia do novo coronavírus também liga um alerta. 

“Além da crise no fornecimento de energia, nós temos um contexto de pandemia, agravado na capital. Não temos nem leitos suficientes, caso esta situação se agrave ainda mais”, finaliza.

(Edição: André Rigue)

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