Instituto Brasil-China cria central para receber relatos de xenofobia

Comunidade asiática no Brasil vem sofrendo ataques por causa do surto do novo coronavírus

Coreia do Sul decidiu banir exportações de máscaras em meio ao aumento da demanda do produto
Coreia do Sul decidiu banir exportações de máscaras em meio ao aumento da demanda do produto Photo: Kim Kyung-Hoon/Reuters (5.mar.2020)

Da CNN Brasil, em São Paulo

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Além da disseminação de notícias falsas nas redes sociais, o surto de coronavírus também tem causado uma série de ataques xenofóbicos contra a comunidade asiática no Brasil — a China é o epicentro da doença com mais de 80 mil casos confirmados.

Para conter este efeito, o Instituto Brasil-China criou um observatório para receber relatos de ataques e atualizar as informações do vírus no mundo. 

Segundo Thomas Law, presidente do instituto, desde o início do surto do COVID-19 do mundo os eventos realizados pela entidade passaram a receber comentários preconceituosos nas redes sociais, como “devemos acabar com o povo chinês”. 

“O novo coronavírus não tem cara, não é de uma raça. É uma questão da humanidade. Por isso, recomendo que as pessoas que estiverem se sentindo lesadas não fiquem quietas, denunciem”, afirma Law. 

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