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    Interiorização é boa alternativa para refugiados venezuelanos no Brasil, diz porta-voz da Acnur

    À CNN Rádio, Luiz Fernando Godinho explicou que o acolhimento costuma ser melhor em regiões urbanas

    Imigrantes venezuelanos cruzam a fronteira com o Brasil
    Imigrantes venezuelanos cruzam a fronteira com o Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Ricardo Gouveiada CNN

    O programa de interiorização de venezuelanos é elogiado pela Agência da ONU para Refugiados, a Acnur.

    O Brasil conta com 425 mil imigrantes da Venezuela, entre residentes e refugiados.

    Deste total, 100 mil passaram pelo programa de acolhida em Roraima, o estado brasileiro na fronteira.

    “A interiorização é uma estratégia que representa uma solução efetiva para refugiados imigrantes da Venezuela no Brasil porque oferece melhores condições de integração social e econômica”, explica Luiz Fernando Godinho, porta-voz do escritório regional da Acnur para as Américas.

    Godinho alega que o estado de Roraima continua recebendo os imigrantes, mas não tem condições de acolher todos.

    Mais de 930 cidades participam da estratégia de interiorização, que leva os venezuelanos voluntariamente para outras regiões do país.

    “Em comunidades com recursos mais limitados, a gente nota discriminação e rechaço. Mas nos grandes centros urbanos, que têm um histórico maior de diversidade, essas pessoas são mais acolhidas”, argumenta Godinho, que ressalta que, mesmo assim, o processo de integração é sempre difícil para qualquer refugiado.

    O principal fluxo de imigrantes no país continua sendo o de venezuelanos.

    No entanto, afegãos e ucranianos se tornaram uma nova corrente de pessoas que buscam refúgio no Brasil.

    A Acnur ressalta que, habitualmente, refugiados querem voltar para suas casas quando as condições permitem, mas salienta a grande dificuldade de retorno para quem deixa o Afeganistão.