Investimento em ciência no país chegou a patamar insustentável, diz geneticista

Para Mayana Zatz, Brasil poderia estar em outro patamar de desenvolvimento de vacinas caso apoiasse mais as pesquisas acadêmicas

Produzido por Elis Franco,
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O Brasil poderia estar na dianteira da produção de vacinas para sua população se o investimento em ciência fosse maior, avalia a geneticista da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz, em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (15). 

"Acho que nunca se falou e se valorizou tanto a ciência quanto nesse momento triste. Os países desenvolvidos que investiram em ciência estão colhendo os resultados, por isso foi possível fazer várias vacinas em tempo recorde. Uma pena que o Brasil está na contramão disso, pois recebemos cada vez menos investimento em ciência do governo federal", compara.

A geneticista Mayana Zatz (15.mar.2021)
A geneticista Mayana Zatz (15.mar.2021)
Foto: Reprodução/CNN

Mayana afirma que, ano a ano, o valor destinado à ciência no país cai. "Desde o governo Dilma a coisa vem diminuindo e chegou a um patamar insustentável. Temos cientistas muito dedicados no Brasil, mas a gente tenta fazer ciência do jeito que dá. É absolutamente impossível competir com o primeiro mundo".

A capacidade de produzir imunizantes contra a Covid-19 também seria maior, caso o setor fosse levado a sério. "Poderíamos fabricar vacinas aqui sem depender de importação do primeiro mundo, desde que houvesse investimento e interesse político".