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    Investimento em inteligência policial traz maior redução da violência

    À CNN, o coronel reformado da PM, José Vicente da Silva Filho, afirmou que treinamento e gestão das polícias fazem a diferença

    Câmera individual instalada na farda de policial da Polícia Militar de SP
    Câmera individual instalada na farda de policial da Polícia Militar de SP Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

    Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

    Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (28), o coronel reformado da Polícia Militar, e ex-Secretário Nacional de Segurança, José Vicente da Silva Filho, afirmou que o investimento em inteligência policial é o caminho para a redução da violência.

    Um levantamento da CNN, com base no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apontou baixo investimento em inteligência e informação. Todos os 27 estados investiram mais de R$ 157 bilhões em segurança pública, mas apenas 1,2% do total gasto foi para inteligência.

    “É importante destacar que inteligência não é bola de cristal ou rede de espiões, é coleta de informações e processamento delas”, explicou José Vicente.

    O coronel reformado citou os boletins de ocorrência, ligações para o 190, disk-denúncia como exemplos. Tudo isso combinado funciona para traçar um mapa para a polícia escolher, por exemplo, quais as áreas que precisam de mais policiamento, em qual horário.

    “Quando se tem o mapa, é possível saber onde o problema acontece, é uma lógica de 30 anos atrás e funciona bem, é um modelo extraordinário, é um conceito moderno de polícia”, afirmou. “Os sistemas com grandes concentrações de dados ajudam a polícia a trabalhar mais sem aumentar efetivos”, avaliou.

    Segundo José Vicente, “grandes sistemas de inteligência como o de São Paulo permitem planejamento cada vez mais focado e os resultados aparecem, quem mais investiu em treinamento e gestão moderna, como São Paulo e Santa Catarina, têm os melhores resultados.”

    Sobre os valores gastos, o ex-secretário acredita que “quase 98%, nem são de investimento, mas de custeio”: “A máquina policial só de salários e benefícios consome, os policiais precisam ter condições adequadas de trabalho para funcionar.”