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    Jornalista Glória Maria morre no Rio de Janeiro

    Informação foi confirmada pela TV Globo, empresa pela qual ela exercia a profissão desde o início dos anos 1970.

    Léo LopesCarolina Figueiredoda CNN

    em São Paulo

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    A jornalista e apresentadora Glória Maria morreu, na manhã desta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro por complicações de um câncer no cérebro.

    A informação foi confirmada pela TV Globo, empresa pela qual ela exercia a profissão desde o início dos anos 1970.

    “Em 2019, Glória foi diagnosticada com um câncer de pulmão, tratado com sucesso com imunoterapia, e metástase no cérebro, tratada cirurgicamente – inicialmente também com êxito. Em meados do ano passado, a jornalista iniciou uma nova fase do tratamento para combater novas metástases cerebrais que, infelizmente, deixou de fazer efeito nos últimos dias”, relatou a assessoria da emissora em nota.

    “Glória marcou a sua carreira como uma das mais talentosas profissionais do jornalismo brasileiro, deixando um legado de realizações, exemplos e pioneirismos para a Globo e seus profissionais”, acrescentou a TV Globo.

    A jornalista deixa duas filhas, Laura e Maria.

    Glória estava internada no hospital Copa Star, em Copacabana, desde o dia 4 de janeiro. Em dezembro do ano passado, a decana do jornalismo global foi afastada da apresentação do “Globo Repórter” para cuidar de sua saúde.

    Não tinha sido o primeiro afastamento dela por razão médica. Glória Maria chegou a ficar afastada por quase dois anos da apresentação do programa por conta de, inicialmente, uma licença médica para operar um tumor no cérebro, no final de 2019, e depois por conta da pandemia da Covid-19.

    Jornalista pioneira

    Glória colecionou momentos em que realizou algo pela primeira vez no jornalismo brasileiro.

    Ela foi a primeira repórter a entrar ao vivo, e em cores, no Jornal Nacional, quando em 1977 mostrava o movimento de saída de carros em um final de semana da capital fluminense.

    Em relato ao Memória Globo, ela relembrava que a iluminação para fazer o link ao vivo queimou faltando um minuto para a entrada ao vivo.

    “Eu estava dura, rígida, porque não podia errar. Era a primeira entrada ao vivo. Faltavam cinco, dez minutos, era o técnico que ficava com o fone para me dar o ‘vai’. Quando a lâmpada queimou, faltava um minuto para a entrada ao vivo. O jeito foi acender a luz da Veraneio (carro usado pela emissora nas reportagens)”, contou a jornalista.

    Glória também fez a primeira transmissão em HD da televisão brasileira, em uma reportagem do Fantástico em 2007.

    / Gilda Mattar/Estadão Conteúdo

    Pelo dominical da TV Globo, a jornalista colecionou mais de 100 países visitados. Cobriu a guerra das Malvinas, em 1982, a invasão da embaixada brasileira no Peru por um grupo terrorista, em 1996, os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, por exemplo.

    Fez entrevistas com diversos chefes de Estado – inclusive contava que o ditador militar João Figueiredo a tinha como desafeto.

    “Onde chegava, o ex-presidente dizia para a segurança: ‘Não deixa aquela neguinha chegar perto de mim’”, relembrou ao Memória Globo.

    Ela também entrevistou as maiores personalidades do planeta, como Michael Jackson, Harrison Ford, Leonardo DiCaprio e Madonna.

    Início de carreira

    Glória Maria Matta da Silva nasceu no Rio de Janeiro, filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta.

    Estudou em colégios públicos, onde aprendeu inglês, francês e latim.

    Enquanto cursava Jornalismo na PUC-Rio, chegou a conciliar os estudos com o emprego de telefonista da Embratel.

    Em 1970, foi levada por uma colega para ser rádio-escuta da TV Globo no Rio, onde trabalhou pelo resto da vida.

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