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    Justiça nega pedido de liberdade de procurador que agrediu chefe em Registro

    Documento com a decisão aponta que a liberdade do réu coloca em risco a aplicação da lei penal

    Carolina Figueiredoda CNN

    em São Paulo

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    A Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade feito pela defesa do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, acusado de agredir a também procuradora Gabriela Samadello Monteiro de Barros, dentro da prefeitura de Registro, no interior de São Paulo.

    “Observo, sem embargo da reiteração do conteúdo decisório de outrora, que persiste a necessidade da prisão para garantia da ordem pública, em busca de se prevenir que o requerido retome o comportamento delitivo contra a vítima ou contra as testemunhas”, diz trecho da decisão.

    O documento aponta ainda a liberdade do réu coloca em risco a aplicação da lei penal “porque quando preso já havia ele deixado o distrito da culpa, mostrando que poderia tomar rumo para onde não seria localizado para responder aos termos da acusação que lhe pesa”, diz o documento.

    A defesa do procurador municipal Demétrius Oliveira de Macedo alegou surto psicótico para o episódio em que o advogado espancou sua colega de trabalho.

    O argumento do comunicado é de que o procurador sofre com “problemas de ordem psiquiátrica” desde 2020, já tendo apresentado quadros de surtos psicóticos e delírios. Segundo tais informações, Macedo pediu demissão de seu cargo nesse mesmo ano e teve a “falta de consciência de seus atos” constatada no exame demissional.

    (Com informações de Bárbara Brambila, Laura Slobodeicov e Renata Souza, da CNN)

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