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    Lei Padre Júlio Lancellotti é importante para combater déficit habitacional, diz urbanista

    À CNN Rádio, Joice Berth afirmou que população em situação de rua é “historicamente abandonada” pelos poderes públicos

    Moradores em situação de rua usam barracas e lonas plásticas para se abrigarem na cidade de São Paulo
    Moradores em situação de rua usam barracas e lonas plásticas para se abrigarem na cidade de São Paulo Ronaldo Silva/Photopress/Estadão Conteúdo

    Amanda Garciada CNN

    A regulamentação da Lei Padre Júlio Lancellotti é “extremamente importante”, segundo a urbanista e escritora Joice Berth.

    A medida proíbe a aporofobia, que é preconceito aos pobres, por meio da “arquitetura hostil”, contra pessoas em situação de rua em espaços públicos.

    “É um avanço grande, já que é uma população historicamente abandonada pelos poderes públicos”, disse à CNN Rádio, no CNN Plural.

    A especialista reforçou que a população de rua vem se acumulando, nesse “extremo do déficit habitacional.”

    “Essas pessoas dependem do suporte dos estados, prefeituras e governo federal para abrigos, é preciso ter uma política específica para isso”, completou.

    Ela lembra que o Brasil tem 240 mil pessoas em situação de rua, sendo que um quarto deste número está em São Paulo.

    “O número é exorbitante, e cresceu durante a pandemia”, afirmou.

    Veja mais: Moraes determina que governo faça diagnóstico da população em situação de rua

    Para a urbanista, a arquitetura hostil é a “tradução do preconceito que a população em situação de rua carrega.”

    “As pessoas olham para essa parcela da população e pensa que são marginais e bandidos, mas a maior parte é composta por trabalhadores que não têm habitação”, destacou.

    Dessa forma, “é necessário cobrar do poder público que a verba federal tenha porcentagem significativa sendo destinada ao combate ao déficit habitacional”.

    *Com produção de Isabel Campos