Lula diz não ter revogado reforma do Ensino Médio: “Suspendemos para discutir com a sociedade”

"Não foi revogado o cronograma, foi suspenso para que a gente discuta com a sociedade ligada à área da educação o que a gente quer para o novo Ensino Médio", afirmou o presidente

Lorenna Rodrigues e Sofia Aguiar, do Estadão Conteúdo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (6) que a reforma do novo Ensino Médio foi suspensa para haver uma discussão entre o governo federal e a sociedade ligada à área da educação.

Nós não vamos revogar. Nós suspendemos e vamos discutir com todas as entidades interessadas em discutir", disse Lula.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou, na terça-feira (4), que a pasta publicará uma portaria para suspender o calendário da Reforma do Ensino Médio. Com a suspensão, o processo de mudanças previstas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 também será interrompido.

A decisão foi vista como um aceno claro para parte da esquerda que pede a revogação total do modelo. Nesta semana, o ministro se reuniu por mais de duas horas com o presidente para falar sobre a confusão em torno do Ensino Médio.

O que nós determinamos, afirmou Lula, é que "não vamos revogar". "Vamos discutir com todas as entidades interessadas como aperfeiçoar o Ensino Médio no País", acrescentou. "Não foi revogado o cronograma, foi suspenso para que a gente discuta com a sociedade ligada à área da educação o que a gente quer para o novo Ensino Médio", afirmou.

Em março, o MEC já tinha criado uma comissão para discutir mudanças no novo ensino médio. Além disso, o MEC abriu uma consulta pública sobre o tema.

Segundo o ministro Camilo Santana, a suspensão não impacta as escolas, que continuarão tendo que seguir as diretrizes do Novo Ensino Médio.

“O Enem esse ano não ia ter mudança nenhuma. As escolas que começaram, continuam. Nós vamos apenas suspender as questões que vão definir o novo Enem de 2024 por 60 dias e vamos ampliar a discussão”, disse.

(Com informações de Pedro Teixeira e Kaio Teles, da CNN)