MEC só altera segundo dia do Enem se ‘Justiça determinar’, diz ministro

A abstenção no primeiro dia de provas do exame foi de 51,5%, um recorde

Renata Agostinida CNN

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou à CNN que o governo só irá modificar o segundo dia de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se a Justiça assim determinar. Ele também não vê motivo para alterar o planejamento da pasta e acomodar os estudantes que não realizaram a prova no domingo passado numa nova data.

A abstenção no primeiro dia de provas do Enem foi de 51,5%, um recorde.

“Muita gente decidiu não ir simplesmente. Eles optaram por não ir. Aí é uma escolha deles”, disse o ministro à coluna.

A Defensoria Pública da União pediu à Justiça nesta segunda-feira (19) o adiamento do segundo dia de provas do Enem. Solicitou ainda que os estudantes que não compareceram possam realizar o exame numa nova data.

Segundo o ministro, a pasta não pretende remarcar o Enem para os estudantes que não foram no primeiro dia de provas, mas vai garantir que não sejam prejudicados aqueles que se dirigiram aos locais de prova e foram impedidos de fazer o exame por causa das medidas de distanciamento ou por problemas como falta de energia.

 

“A pessoa estuda um ano e por razões alheias a ela não consegue fazer a prova? Vamos assegurar que eles farão o exame. Estamos apurando o número de inscritos, mas posso garantir que todos eles vão realizar a prova”.

Houve uma série de relatos neste sentido no último domingo. Ribeiro afirmou que o MEC ainda calcula o número de estudantes que foram prejudicados e diz que eles serão autorizados a fazer o Enem na reaplicação, em fevereiro. Nesta data, farão a prova os inscritos que apresentaram atestado de Covid-19 e os cerca de 160 mil estudantes do Amazonas.

O ministro afirmou que está “satisfeito” com o resultado do Enem, apesar da alta abstenção. Ele disse que as imagens da crise no Amazonas às vésperas da prova podem ter influenciado. Além disso, cerca de 550 mil estudantes se inscreveram para “treinar” a fazer a prova e não vão concluir o ensino médio neste ano.

“Quem foi fazer o exame tenho certeza que está também satisfeito em não atrasar a vida. Ainda mais se a questão da vacina virar direitinho. Imagina termos em julho um grupo imenso de pessoas vacinadas e se perguntando: e aí, vamos estudar onde?”, disse.

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