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    Mercados refletem alívio de tensões entre Rússia e Ucrânia

    Retirada de parte das tropas russas de região da fronteira e fala de chanceler alemão sobre entrada da Ucrânia na OTAN estão entre os destaques do dia

    Priscila Yazbekda CNN

    Em São Paulo

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    Os mercados abriram nesta terça-feira (15) em alta, após sinais de alívio nas tensões entre Rússia e Ucrânia, e com investidores de olho na chegada do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Moscou.

    No exterior, os futuros americanos subiam durante a manhã, depois de o Ministério da Defesa da Rússia ordenar o retorno de algumas tropas que estavam próximas à fronteira com a Ucrânia para exercícios de treinamento militar.

    Além disso, outras duas notícias também ajudaram a reduzir a tensão: a recomendação do ministro de Relações Exteriores do país para que sejam intensificados os contatos diplomáticos com o ocidente e a fala do chanceler alemão Olaf Scholz de que a adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está “fora de questão” no momento.

    Hoje, as atenções se voltam ao encontro entre Scholz e Putin em Moscou. A Alemanha, o maior parceiro comercial da Rússia no continente europeu, deve alertar sobre possíveis sanções em caso de ataque à Ucrânia.

    Investidores estrangeiros também ficam atentos aos juros nos Estados Unidos. Ontem, James Bullard, membro do Federal Reserve System (FED), o banco central americano, reforçou que defende alta de meio ponto nos juros na reunião de março e uma subida de um ponto até o fim de junho.

    Na Europa, os índices também sobem depois das fortes quedas de ontem. O destaque fica por conta do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do Euro, que subiu 4,6% em 2021, mas desacelerou para 0,3% no quarto trimestre, dentro do esperado pelo mercado.

    Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas. Apesar da tensão geopolítica e do PIB do Japão sair mais fraco do que o esperado, a China anunciou novas injeções bilionárias no mercado de crédito e impulsionou os índices locais.

    Brasil

    O Ibovespa fechou novamente em alta na segunda-feira (14), com o fluxo de recursos estrangeiros segurando a bolsa brasileira mais uma vez.

    O destaque do dia fica por conta da chegada de Jair Bolsonaro em Moscou, aguardada para esta manhã. O governo diz que o motivo da viagem é o fortalecimento das relações comerciais do Brasil com a Rússia, já que o agronegócio nacional depende do fornecimento de fertilizantes da região.

    Fontes próximas ao Planalto afirmam que o presidente deve manter uma postura neutra em relação ao conflito na Ucrânia e focar na questão comercial. Analista, porém, avaliam que há risco de que alguma fala de Bolsonaro seja interpretada por Putin como apoio aos russos.

    Na política, Rodrigo Pacheco pautou para amanhã a votação da PEC dos combustíveis.

    No setor corporativo, o Tribunal de Contas da União (TCU) retoma hoje o julgamento sobre a capitalização da Eletrobras.

    Índices

    O Ibovespa futuro tem alta de 0,71%, com 114.620 pontos. O dólar tem queda de 0,20%, cotado a R$ 5,20. Já o S&P 500 futuro sobe 1,57%, com 4.470 pontos.

    Agenda do dia

    O IGP-10 foi divulgado nesta manhã, com alta de 1,98% em fevereiro – acima da expectativa do mercado, que aguardava 1,93% para o mês.

    O julgamento do TCU sobre a Eletrobras e a safra de balanços, com resultados da Petrorio e do Carrefour, também são aguardados hoje.

    No exterior, a agenda se resume ao PIB da zona do Euro e o Índice de Preços ao Produtor nos Estados Unidos, além do dado de estoque de petróleo da American Petroleum Institute (API).

     

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