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    Mercados têm Ucrânia e Fed no radar; no Brasil, PEC dos Combustíveis é destaque

    Anúncio de recuo de tropas russas da região da fronteira alivia bolsas; mercados ficam em clima de cautela à espera de divulgação do Fomc

    Priscila Yazbekda CNN

    Em São Paulo

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    A tensão na Ucrânia, a ata do Federal Reserve System (FED), o banco central americano, e a visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia e a discussão da PEC dos Combustíveis no Senado são destaque para os mercados do Brasil e do mundo nesta quarta-feira (16).

    No exterior, os futuros americanos operavam perto da estabilidade pela manhã. Na linha do anúncio de recuo de tropas feitas ontem, o Ministério da Defesa da Rússia publicou hoje um vídeo mostrando os soldados deixando a península da Crimeia, o que gerou sensação de alívio para os mercados.

    A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), porém, pediu para Moscou provar que está recuando, afirmando que há sinais de que mais tropas estão a caminho da região da fronteira. Reino Unido e Estados Unidos também se posicionaram com ceticismo. Já na Ucrânia, o Ministério da Defesa disse que um ataque cibernético “sem precedentes” está em seu segundo dia.

    O dia também é de cautela com a divulgação do Federal Open Market Committee (FOMC), o comitê de política monetária americano. Com a inflação ao consumidor no maior patamar em quatro décadas e os dados da inflação ao produtor divulgados ontem vindo acima do esperado, o Fed pode endurecer o discurso sobre alta de juros.

    Na Europa, os índices operam mistos, após a inflação ao consumidor no Reino Unido subir para o maior nível desde 1992, mantendo clima de cautela. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta com redução da tensão no leste europeu e inflação abaixo do esperado na China.

    Brasil

    O destaque no cenário nacional é a viagem do presidente Jair Bolsonaro à Rússia. Nesta manhã, ele se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin. Nas falas iniciais, tanto Bolsonaro quanto Putin indicaram que esperam um crescimento da cooperação entre os dois países, com o presidente brasileiro citando áreas como defesa, petróleo, gás e agricultura.

    Com investidores migrando para commodities e em busca de alta de juros, o dólar fechou ontem cotado a R$ 5,18 – o menor índice em cinco meses.

    As atenções ficam também com a PEC dos Combustíveis, pautada no Senado para hoje. Os projetos de ICMS fixo e fundo de estabilização encontram resistência de alas do Senado, que defendem a PEC do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), apelidada de “kamikaze”.

    No cenário corporativo, vale ressaltar que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a primeira fase da privatização da Eletrobras.

    Índices

    O Ibovespa futuro tinha mais uma forte alta pela manhã – dessa vez, de 1,50%, com 116.540 pontos. O dólar segue em baixa de 0,26% e é cotado a R$ 5,16. O S&P 500 futuro também tem baixa de 0,06%, com 4.468 pontos.

    Agenda do dia

    Nesta quarta-feira, além da visita de Bolsonaro à Rússia, o fluxo cambial é esperado para às 14h30.

    No exterior, a ata do Fomc é aguardada para às 16h. Dados de venda do varejo e produção industrial nos Estados Unidos também devem sair hoje.

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