Mesmo com pandemia, desmatamento da Amazônia em abril bate recorde

Presidente assinou decreto que envia as Forças Armadas para conter ações ilegais a partir da próxima segunda-feira (11)

Área desmatada na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará
Área desmatada na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará Foto: Amanda Perobelli/Reuters (11.set.2019)

Giovanna Bronze,

da CNN

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O desmatamento na Amazônia de janeiro a abril de 2020 já atingiu 1.651 quilômetros quadrados, um crescimento de 55% em relação ao mesmo período em 2019. Os dados são da plataforma TerraBrasilis, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), atualizados nesta sexta-feira (8).

É o índice mais alto para o período desde 2016, quando as medições foram iniciadas.

Somente em abril deste ano, a plataforma registrou 391 km² de desmatamento em solo exposto, um crescimento de 70% em relação a abril de 2019, quando a área desmatada foi de 229 km². Referente a desmatamento de solo com vegetação, também houve aumento de 64%, de 244 km² para 400 km².

As Forças Armadas serão enviadas à região amazônica a partir da próxima segunda-feira (11) para coibir as ações ilegais. O decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (7). 

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Segundo a plataforma do Inpe, o estado com mais área desmatada neste ano é o Mato Grosso, com 651 quilômetros quadrados. É seguido pelo Pará (427 km²), Amazonas (237 km²), Rondônia (193 km²), Roraima (117 km²) e Acre (20 km²).

A informação é gerada pelos projetos de monitoramento de vegetação, como o Prodes e o Deter, e baseada nos dados geográficos e as especificações da Inde (Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais).

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