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    Miliciano Nanan, principal rival de Zinho, morre após tiroteio na zona oeste do Rio

    Um homem não identificado também foi morto durante os confrontos

    Miliciano Nanan era procurado pela polícia
    Miliciano Nanan era procurado pela polícia Divulgação/ Polícia

    Victor Aguiarda CNN

    Dois homens morreram em um tiroteio no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (3). Um deles era Alan Ribeiro Soares, também conhecido Nanan ou Malvadão, apontado pela polícia como chefe de uma milícia que atua na região, e citado como o principal rival do miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho.

    Segundo informações da Polícia Militar, agentes do 27º BPM foram alertados a respeito de uma troca de tiros no interior das comunidades do Complexo João XXIII. Ao chegarem ao local, os policiais realizaram um patrulhamento, durante o qual dois corpos foram localizados, com marcas de disparos. Também foram apreendidos uma pistola e quatro carregadores municiados.

    Ainda de acordo com a PM, o local foi isolado e a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada. Em nota, a Polícia Civil informou que a DHC investiga as duas mortes.

    “A perícia foi feita no local e diligências estão em andamento para apurar a autoria e a motivação do crime”, diz o comunicado.

    Principal rival de Zinho

    De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro consultadas pela CNN, Nanan era aliado e membro da facção comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto durante uma operação da Polícia Civil em Paciência, também na zona oeste da capital fluminense, em junho de 2021.

    Depois disso, Zinho, irmão de Ecko, assumiu seu lugar no comando das atividades ilícitas. Posteriormente, houve um rompimento entre os milicianos, o que deu início à disputa territorial que vinha se acirrando nos últimos meses.

    Segundo dados do Instituto Fogo Cruzado, neste ano, o número de tiroteios na zona oeste do Rio cresceu 54,7% em relação a 2022. Foram registrados 693 confrontos entre os meses de janeiro e outubro, 245 a mais do que no mesmo período do ano passado. Já as mortes subiram 127%. Em 2023, foram 234 mortos na região, além de 167 feridos.

    *Sob supervisão de Vital Neto