Ministério Público do RJ denuncia jogador Marcinho por atropelamento com mortes

Acidente matou Maria Cristina José Soares e Alexandre Silva de Lima no dia 30 de dezembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes

Beatriz Puente e Thayana Araujo, da CNN, no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o jogador de futebol Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, por homicídio culposo na direção de veículo pelo atropelamento que matou Maria Cristina José Soares e Alexandre Silva de Lima no dia 30 de dezembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do RJ. O acidente aconteceu quando o casal de professores atravessava a Avenida Lúcio Costa. Caso a denúncia seja aceita pela justiça, o jogador será réu e se condenado pode pegar até quatro anos de prisão.

Após o atropelamento, Marcinho não parou para prestar socorro às vítimas, o que agravou a denúncia. Durante as investigações do caso, feitas pela Polícia Civil, Marcinho alegou ter fugido do local do acidente com medo de ser linchado. Ele abandonou o seu Mini Cooper pouco tempo depois do acidente.

O jogador Marcinho e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42
O jogador Marcinho e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42º DP (Recreio)
Foto: Estefan Radovicz/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

 O documento também aponta a velocidade excessiva do veículo. O laudo de exame de local de acidente de trânsito, produzido pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), apontou que o jogador trafegava com média de 98km/h. A velocidade máxima da via é de 70 km/h.

Uma câmera do outro lado da avenida onde aconteceu o atropelamento captou o impacto. A polícia identificou o momento em que o veículo do jogador atinge as vítimas. Marcinho alegou, em depoimento prestado cinco dias depois do acidente, que trafegava a 60km/h.

Um vídeo do circuito interno de câmeras de segurança do restaurante Rei do Bacalhau, na Zona Norte do Rio, anexado ao inquérito, mostra Marcinho bebendo cinco chopes entre 11h e 13h30m do dia do acidente. Segundo o delegado Alan Luxardo, responsável pelo caso, como Marcinho fugiu do local do atropelamento, não tendo realizado teste de alcoolemia, é impossível inferir se ele estava sob efeito de bebida alcoólica ao atingir o casal de professores.

Mais Recentes da CNN