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    Ministra visita hospital onde grávida foi estuprada e reforça importância das denúncias

    Titular da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto também foi à delegacia responsável pelo caso para acompanhar as investigações

    A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto,
    A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, Cleber Rodrigues/CNN Brasil

    Cleber Rodriguesda CNN

    no Rio de Janeiro

    A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, visitou nesta quinta-feira (21) o Hospital da Mulher Heloneida Studart, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde uma mulher foi vítima de estupro durante o parto.

    Segundo a ministra, o objetivo foi prestar apoio à equipe de enfermagem que denunciou o caso, além de conhecer a rede de proteção à mulher em São João de Meriti.

    “Eu vi uma estrutura que funciona muito bem. Vi uma equipe com um atendimento humanizado e que agiu no dever de proteger a vida humana e defender a violação de direitos humanos, o que aconteceu naquele local”, disse Cristiane Britto.

    Na parte da tarde, a ministra também visitou a equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (Deam) que comanda as investigações sobre o caso e reforçou a importância das denúncias.

    “A nossa preocupação maior agora é conscientizar não só a sociedade, mas todas as equipes sobre a importância de denunciar. 70% das vítimas de feminicídio nunca denunciaram, mas a sociedade e a classe médica, que tem contato com essa mulher vítima de violência, precisam ter a sensibilidade de denunciar”, afirmou Cristiane.

    ˜Nós temos a expansão dos nossos canais de denúncias específicos para o médico e para o profissional da área médica. Temos um canal que funciona pelo WhatsApp, pelo Telegram, e o objetivo é evitar a subnotificação, que a gente sabe que existe em todo o país”, acrescentou.

    Na terça-feira (19), a Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, concluiu o inquérito que investigava o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra.

    Ele foi indiciado por estupro de vulnerável contra a parturiente.

    Além da vítima que aparece no vídeo divulgado no último 11, a Polícia Civil abrirá uma nova investigação para apurar a conduta do médico nos partos de outras pacientes. Só em um hospital de Mesquita, Giovanni participou de 44 procedimentos.

    O anestesista segue preso em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste da capital.

    A CNN tenta localizar a defesa do acusado.