Monitoramento da Prefeitura do Rio aponta isolamento menor perto de favelas

Mapeamento feito com dados de operadora de telefonia mostra, segundo o COR, que Jacarepaguá, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz têm concentração de pessoas na rua

Mapeamento feito com dados de operadora de telefonia mostra, segundo o COR, que Jacarepaguá, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz têm maiores concentrações
Mapeamento feito com dados de operadora de telefonia mostra, segundo o COR, que Jacarepaguá, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz têm maiores concentrações Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio

Leandro Resende 

Da CNN, no Rio

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Dados do monitoramento feito pelo Centro de Operações (COR), da Prefeitura do Rio e obtidos pela CNN revelam que há mais pessoas circulando na rua em áreas próximas a favelas das Zonas Norte e Oeste da cidade. O mapeamento foi feito com dados de apenas uma operadora de telefonia, a TIM, e mostra, segundo o COR, que Jacarepaguá, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste, concentram a maior quantidade de pessoas desobedecendo as recomendações de isolamento social. 

De acordo com Alexandre Cardeman, chefe-executivo do COR, a última semana revelou, de uma forma geral, que os cariocas estão respeitando menos as medidas de restrição da circulação. Segundo ele, o monitoramento feito com os dados da TIM revela que há mais movimento em áreas de favela. “A maior parte da movimentação em Jacarepaguá, por exemplo, é nas regiões da Muzema e de Rio das Pedras, que são duas favelas. Tivemos um pico às 21h30 de ontem”, explicou ele. 

Segundo dados deste sábado, a Rocinha, favela da Zona Sul do Rio que já tem 24 casos e duas mortes provocadas pelo coronavírus, é o sexto lugar do Rio de Janeiro que mais registrou movimento de pessoas fora de casa. Durante a manhã, foram registrados aglomerações de até 1.700 pessoas.

O Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio, um dos principais pontos de compra da cidade, também registrou aglomeração neste sábado (11) de acordo com o Centro de Operações. 

Alexandre Cardeman garante que o monitoramento feito pelo COR não invade a privacidade dos cidadãos. “Existem aplicativos que acompanham as pessoas onde elas estão. Não é o que fazemos. Nossos dados apenas apontam quantos celulares estão na área de determinada antena”, garante ele. Segundo o chefe do COR, quem está nessas aglomerações pode receber mensagem via SMS. 

“Enviamos alertas via aplicativo, recados pelas redes sociais, acionamos influenciadores digitais para alertar a população. E se há algum evento, enviamos recado à Secretaria de Ordem Pública para uma ação mais direta. Estamos tentando desenvolver um sistema para apontar quais os bairros com mais aglomeração”, explicou.

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