MP-SP investiga distribuidoras de gás por preço abusivo do botijão
Promotoria apura crime contra a economia popular durante pandemia da COVID-19

O Ministério Público de São Paulo abriu nesta sexta-feira (3) uma investigação criminal para apurar a prática de preços abusivos na venda do botijão de gás por três empresas da capital paulista.
Segundo o processo, três revendedoras da capital não estariam seguindo o preço máximo de R$ 70 por botijão, determinado pelo Procon, mas sim valores entre R$ 80 e R$ 120.
Para o promotor de Justiça Criminal Cassio Roberto Conserino, que assina o documento, a prática dos preços prejudica toda a sociedade, especialmente as com menor potencial aquisitivo.
Ele diz que, neste cenário de pandemia, a população já está impedida de trabalhar e, com a prática "exorbitante" de preços, não consegue sequer cozinhar em casa.
O MP também investiga, na zona leste da capital, a venda acima de R$ 70 em carros das distribuidoras, que circulam pelos bairros, de forma a burlar a fiscalizaçao, já que as empresas praticariam preços regulares nas lojas físicas.
Operação
Uma distribuidora de também foi alvo de uma fiscalização do Procon e policiais do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas). Na manhã desta sexta, equipes foram à distribuidora averiguar denúncia sobre venda clandestina, sonegação tributária e abuso de preços.
Segundo o Procon, o estabelecimento foi autuado e a polícia conduziu os responsáveis ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania. Também foi lavrado um auto de prisão em flagrante por crime contra a economia popular. Eles já foram liberados.
A CNN tenta contato com as empresas investigadas.