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    MPF denuncia Silvinei Vasques por fraude em compra de viaturas blindadas

    Ex-chefe de gabinete de Anderson Torres também foi denunciado

    Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF
    Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF William Borgmann

    Pedro Pupulimda CNN*

    O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra Silvinei Vasques, ex-delegado da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por fraude em licitações e contratos de compra de 15 viaturas operacionais blindadas (os “caveirões”) para a PRF do Rio de Janeiro.

    À época, Silvinei estava à frente da PRF, mas está preso preventivamente desde agosto de 2023 em decorrência de outra investigação. As 15 viaturas teriam custado, no total, R$ 13 milhões aos cofres públicos.

    Além do ex-delegado, o MPF denunciou à Justiça Federal mais 7 pessoas. Entre elas, os empresários e sócios da empresa Combat Armor Defense, vencedora do processo licitatório, e Antônio Ramires Lorenzo, ex-chefe de gabinete de Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro.

    Ramires teria recebido valores da Combat Armor em transações consideradas suspeitas pelo MPF. Dois policiais rodoviários foram incluídos na denúncia por supostamente terem facilitado a parte burocrática da licitação. Ainda, o MPF denunciou o servidor que teria aprovado a proposta da empresa e deu continuidade ao processo sabendo da inexistência de outros concorrentes.

    Segundo as investigações, as licitações eram caracterizadas pelos mesmos concorrentes e por propostas muito acima do valor de mercado, favorecendo a vitória da Combat Armor no processo, ainda que não existisse tabela pré-fixada de valores para o julgamento dessas propostas.

    Blindados

    O MPF apontou que, segundo o Exército, existem 59 empresas autorizadas a comercializar os veículos blindados comprados pela PRF. Contudo, a Combat Armor não faria parte dessa lista.

    Os veículos adquiridos também não teriam capacidade operacional plena, isto é, seriam “inservíveis”, tanto de forma mecânica, ao não conseguirem subir ladeiras, quanto pelo aspecto da segurança operacional, pois a blindagem não é condizente com a ofertada pela empresa (nível III).

    A CNN tentou contato com as defesas de Silvinei Vasques e com a empresa Combat Armor Defense, mas, até a finalização dessa reportagem, não obteve resposta.

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