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    Mulher que fingiu ter câncer para aplicar golpes é indiciada por estelionato em Morrinhos

    Camilla Maria Barbosa dos Santos chegou a raspar o cabelo e gravar vídeos em hospital para arrecadar dinheiro com campanhas falsas

    Reprodução

    Isabela FilardiCarolina Figueiredoda CNN

    Em São Paulo

    A jovem Camilla Maria Barbosa dos Santos, de 27 anos, foi indiciada por estelionato após raspar a cabeça e fingir ter câncer para aplicar golpes e conseguir doações. O crime ocorreu na cidade de Morrinhos, na região Sul de Goiás.

    Camilla dizia ser portadora de câncer de mama, com metástase no pulmão e intestino. Usando a justificativa de que precisava de ajuda para financiar seu tratamento, a mulher realizava rifas e pedia doações para conseguir dinheiro.

    Segundo a Polícia Civil, diversas vítimas compareceram na delegacia e relataram terem ajudado a investigada financeiramente, para que ela conseguisse comprar remédios e realizar exames, mas começaram a desconfiar da veracidade da doença um tempo depois.

    Em seu depoimento, Camilla diz ter realizado sete sessões de quimioterapia no Hospital Araújo Jorge em julho de 2022, mas afirma que, por volta de outubro, o hospital perdeu seu prontuário e encerrou seu tratamento.

    A Polícia Civil realizou mandado de busca e apreensão na casa da mulher e encontrou diversos documentos e exames, mas em nenhum deles é possível constatar que Camilla tinha câncer.

    De acordo com o delegado, a própria Camilla afirma não possuir nenhum exame ou laudo médico que afirme o diagnóstico por ela relatado.

    Hospital nega Camilla ter sido paciente

    O Hospital Araújo Jorge encaminhou um documento à delegacia, no qual afirma que Camilla Barbosa não é e nunca foi paciente do lugar.

    Além disso, os responsáveis pelo hospital afirmaram que a mulher foi flagrada tirando fotos em uma maca no setor de quimioterapia com um cartão de identificação com nome de outras pessoas.

    Devido às diversas vezes que Camilla teve atitudes irregulares no hospital, começaram a retirá-la da instituição.