Namoro na quarentena: casais encontram novas formas de lidar com o confinamento

De acordo com o aplicativo de relacionamento Tinder, as conversas pela ferramenta no Brasil aumentaram em média 25% e elas já estão 20% mais longas

Anne Barbosa e Diego Viñas

Da CNN, em São Paulo

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São tempos de mudanças também nos relacionamentos. A tecnologia, que já foi tão criticada por tentar substituir o olho no olho, hoje funciona como aliada até para quem não era tão fã de redes sociais. Ela está ainda mais presente no nosso dia a dia, tem unido as pessoas e dado a oportunidade de criar laços. 

De acordo com o aplicativo de relacionamento Tinder, as conversas pela ferramenta no Brasil aumentaram em média 25% e elas já estão 20% mais longas. Foi assim que o head de marketing Rodrigo Lattaro, de 39 anos, e o coordenador de analitycs Fernando Gouveia, de 32 anos, se conheceram.

“No meio dessa quarentena, o que você mais quer é ter alguém pra conversar, ter um bate-papo e eu estava nessa fase de vida. Foi ali que eu encontrei o Fernando”, conta Rodrigo.

Em pouco tempo, eles descobriram que tinham mais coisas em comum do que imaginavam. Trabalhos parecidos, o gosto pelo videogame e a curiosidade na cozinha. Três meses se passaram e os dois já estão com uma tatuagem nova que representa muitos planos à vista. 

“Temos que aproveitar esse momento e colocar energia boa nisso. Foi por isso que eu decidi pedir o Rodrigo em casamento”, afirma Fernando.

Só que há aqueles que não conseguiram viver o isolamento juntos. Caso da estudante de jornalismo Beatriz Crivelari e do estudante de relações públicas Frederico Bateli. Ele está de quarentena com os pais no interior de São Paulo. Ela ficou na capital. 

“Agora, a distância, a gente tem que perceber o sentimento um do outro de uma forma completamente diferente. Muitas vezes por mensagem e de vez em quando por ligação de vídeo. Sentir o momento com a quarentena está sendo um desafio grande”, conta Frederico. 

Para a Beatriz, o momento pode ser importante também para fortalecer as relações. “Estamos descobrindo jeitos diferentes de interagir e acho que a gente tem que ser mais comunicativo. Também acho que amar na quarentena é uma prova muito grande de amor”, afirma. 

Sem restaurantes, sem passeios, mas não sem planos. O Dia dos Namorados, desta vez, será diferente. “A gente vai tentar assistir a um filme juntos, ao mesmo tempo, tentar comer alguma coisa. Curtir do jeito que a gente mais gosta”, conta Frederico.

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