Acidente com romeiros que deixou 16 mortos em AL: entenda investigações
Extração dos dados GPS do veículo vai identificar a velocidade exata e a rota percorrida; pontos são considerados fundamentais para investigação

A PCAL (Polícia Civil de Alagoas) avançou nas apurações sobre o acidente com um ônibus de romeiros que resultou em 16 mortes no município de São José da Tapera, no dia 3 de fevereiro. Até o momento, as investigações apontam que o veículo operava de forma clandestina e que não foram encontrados indícios de falhas técnicas nos sistemas de frenagem ou rodagem.
O delegado Diego Nunes, titular do 38º Distrito Policial, que investiga o caso, informou que com a extração dos dados GPS do veículo, realizado nesta semana, será possível identificar pontos fundamentais da investigação.
A análise destes dados permitirá verificar a velocidade exata e a rota percorrida no momento do acidente.
Exames realizados pelo Instituto de Criminalística (IC) indicaram que o ônibus apresentava pneus com banda de rodagem adequada para uso rodoviário e não demonstrou problemas de ordem mecânica.
O depoimento do motorista ainda não foi colhido, pois ele permanece internado sem previsão de alta médica. O inquérito busca agora identificar as responsabilidades criminais pela tragédia.
Sobre o acidente
O ônibus transportava aproximadamente 60 ocupantes, número considerado acima da capacidade permitida.
O grupo retornava da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, em Juazeiro do Norte (CE), com destino a municípios do Agreste alagoano.
De acordo com a ANTT, o veículo não possuía habilitação para o transporte interestadual de passageiros, carecia de certificado de seguro vigente e não detinha licença de viagem para o deslocamento realizado.

