AL: Polícia conclui que manobras de motociclista causaram morte de grávida

Acidente matou a professora Renata Silvério, de 28 anos, no início deste mês; suspeito foi indiciado por homicídio culposo

Bruno Araújo, colaboração para a CNN Brasil, no Recife
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A Polícia Civil de Alagoas concluiu a investigação sobre o acidente que matou a professora Renata Silvério, de 28 anos, no início deste mês. Grávida de dois meses, Renata conduzia uma motocicleta quando caiu e foi atropelada por uma carreta em uma movimentada avenida de Maceió, na capital alagoana.

A causa da queda, segundo a polícia, foi uma colisão provocada por um motociclista de aplicativo que trafegava em alta velocidade e realizava manobras arriscadas.

O acidente aconteceu no dia 7 de junho. De acordo com a investigação, o motociclista, que seguia atrás de Renata, buzinava insistentemente para forçar passagem no corredor entre os veículos.

“Segundo o passageiro, o motociclista vinha em velocidade acima do normal e fazendo manobras arriscadas. Em determinado momento, ele colidiu com a motocicleta que era conduzida por Renata Silvério. Ela perdeu o equilíbrio, caiu e foi atropelada por uma carreta que vinha logo atrás”, relatou o delegado Carlos Reis.

 

Câmeras de segurança da região registraram o momento do acidente. As imagens, aliadas aos depoimentos de testemunhas e ao laudo da perícia, foram fundamentais para elucidar o caso.

O motociclista foi indiciado por homicídio culposo — quando não há intenção de matar, com base no art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro. Ele não teve o nome divulgado.

A hipótese inicial de que a vítima teria sofrido assédio no trânsito e, por isso, perdido o controle da direção foi descartada. Todos os depoimentos apontam para o comportamento imprudente do condutor de aplicativo como causa da colisão.