Andarilho e histórico no crime: quem é suspeito de matar mulheres na Bahia

Homem é descrito como dependente químico e tem passagens por roubos e tráfico; reincidência deve agravar pena pelo triplo homicídio em Ilhéus

Beto Souza, da CNN
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O homem preso e que confessou o assassinato de duas professoras e uma jovem em Ilhéus (BA) é descrito pela polícia como um andarilho com um extenso histórico no crime. O perfil inclui roubos, furtos, envolvimento com tráfico de drogas e dependência química, fatores que já o colocavam no radar dos investigadores e que devem agravar sua pena.

A prisão do suspeito ocorreu no domingo (24), quando ele foi flagrado com pedras de crack durante diligências da polícia sobre o caso.

Levado à delegacia, ele confessou ser o autor não apenas do triplo homicídio, mas também da morte de seu próprio companheiro, ocorrida em agosto. A Justiça já decretou sua prisão preventiva.

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Crimes confessos em Ilhéus

As vítimas do triplo homicídio foram as professoras Maria Helena do Nascimento Bastos e Alexsandra Oliveira Suzart, além da filha de Maria Helena, Mariana Bastos da Silva.

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Os corpos foram encontrados em um matagal com ferimentos de arma branca. O suspeito alegou ter cometido os crimes durante uma tentativa de roubo, mas a polícia aponta contradições em seu depoimento.

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Ele também admitiu ter matado seu parceiro, Lucas dos Santos Nascimento, após uma briga.

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Consequência legal

histórico no crime do acusado é um fator determinante para o seu futuro judicial. No Brasil, a reincidência é uma circunstância que sempre agrava a pena, conforme o Art. 61 do Código Penal.

Isso significa que suas condenações anteriores por roubo, furto e tráfico serão consideradas no julgamento pelos homicídios, resultando muito provavelmente em uma punição mais severa, como resposta do sistema de Justiça a quem persiste na prática de crimes.