BA: Oito meses após desabamento, Iphan prorroga obras na Igreja de Ouro

Desabamento do forro em fevereiro matou uma turista e deixou outras cinco pessoas feridas

Gabriela Bento, colaboração para a CNN Brasil, no Recife
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Oito meses após o desabamento do forro da Igreja de São Francisco de Assis, conhecida como "Igreja de Ouro", no Centro Histórico de Salvador (BA), o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) prorrogou as obras emergenciais no local. Inicialmente previstas para serem concluídas neste mês de outubro, as intervenções agora têm previsão de término em fevereiro de 2026.

O acidente, ocorrido em fevereiro deste ano, matou a turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, de Ribeirão Preto (SP), e deixou cinco pessoas feridas. Giulia estava sentada em um dos bancos da igreja quando foi atingida pelos escombros. Os feridos sofreram apenas lesões leves e não correm risco de morte, segundo a PCBA (Polícia Civil da Bahia).

De acordo com o Iphan, a prorrogação se deve à necessidade de uma intervenção mais ampla no telhado, identificada somente durante o desenvolvimento das obras emergenciais. O termo aditivo para a extensão do contrato foi assinado em 6 de outubro, garantindo a continuidade dos trabalhos.

Mais de R$ 1,3 milhão já foram aplicados na recuperação do templo, com serviços de escoramento, limpeza, avaliação estrutural e proteção dos elementos artísticos.

Igreja de Ouro: Iphan foi avisado sobre o teto dias antes de desabamento

Para a nova etapa, estão previstos R$ 1,05 milhão, valor destinado à substituição de cerca de 90% das telhas cerâmicas, à recuperação do madeiramento leve da cobertura e à consolidação estrutural do forro.

O Iphan informou que já foram realizadas a estabilização estrutural, fixação dos remanescentes do forro, catalogação, acondicionamento e armazenamento das peças soltas, reafirmando seu compromisso com a preservação do patrimônio cultural e a segurança de visitantes e frequentadores.

O Convento e a Igreja de São Francisco foram fundados pelos frades menores em 1587, e a construção atual da igreja começou em 1708. O templo é revestido em ouro, possui pedra calcária nas partes aparentes e arenito nas áreas rebocadas, e está tombado pelo Iphan. A igreja e o convento fazem parte das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo e estão localizados no Centro Histórico de Salvador, Patrimônio Mundial reconhecido pela Unesco.