Blogueira está entre presos por roubo de canetas emagrecedoras em Salvador
Mulher, dona de uma clínica de estética, se apresentava nas redes sociais como "mentora de profissionais da beleza"

Cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira (14) durante a segunda fase da Operação Mirakel, que investiga um esquema de roubo, receptação e comércio ilegal de canetas emagrecedoras em Salvador. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), um dos destaques da operação é a prisão de uma blogueira. A mulher, dona de uma clínica de estética, se apresentava nas redes sociais como "mentora de profissionais da área da beleza", onde dizia orientar mulheres sobre “negócios lucrativos”.
A investigada comprava e comercializava canetas emagrecedoras roubadas em farmácias da região. Além da prisão, também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e pinos de armazenagem de drogas.
Três dos presos estavam foragidos da Justiça e foram localizados no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Outros dois alvos tiveram mandados de prisão cumpridos dentro do sistema prisional, onde já se encontravam detidos por outros crimes.
A operação mobilizou cerca de 300 policiais, entre equipes das polícias Civil, Militar e Técnica, além do Sistema de Inteligência da SSP-BA. Duas outras pessoas também foram conduzidas para uma delegacia e devem prestar depoimento.
As investigações apontam que o grupo atuava no roubo de medicamentos de alto valor, especialmente canetas emagrecedoras, que depois eram revendidas de forma irregular. Os nomes dos presos e os crimes específicos atribuídos a cada um não foram divulgados.
Esta é a segunda etapa da Operação Mirakel. Na primeira fase, realizada em junho do ano passado. A delegada Mariana Ouais, titular da 14ª DT/Barra, explicou que naquela etapa da ação 9 pessoas foram alcançadas, sendo quatro adolescentes aliciados para execução do crime.
Em entrevista para imprensa, a polícia ainda alertou para o crescimento da procura por esse tipo de medicamento, que exige prescrição médica, transporte adequado e refrigeração específica. A compra de produtos sem origem comprovada, além de fomentar o crime, pode representar risco à saúde, especialmente quando utilizados sem acompanhamento profissional.


