Polícia prende ex-presidente de clube do Ceará suspeito de vender resultado

Ex-árbitro da Paraíba também foi preso. Entre as provas da Operação Jogada Marcada, está um grupo de WhatsApp chamado Arbitragem da Propina

Larissa Rodrigues, Marina Demori, da CNN, em Brasília
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Ivan Barros, ex-presidente do Crato – clube de futebol do estado do Ceará-, foi preso, no início da tarde desta quarta-feira (9), no âmbito da Operação Jogada Marcada, que investiga manipulação de resultados em jogos do futebol brasileiro.

Segundo as investigações, Barros teria negociado o resultado da partida entre Crato e Atlético-CE, válida pelo Campeonato Cearense de Futebol de 2022. O jogo terminou em 9 a 2 para o Atlético.

Mais cedo, o ex-árbitro D’Guerro Batista Xavier também foi preso, em João Pessoa (PB), por suspeito de participar de um esquema de manipulação de jogos da série D do campeonato Brasileiro.

Uma das provas apresentadas pela polícia foi a participação de Xavier em um grupo de WhatsApp, com outros investigados. O grupo tinha o nome de “Arbitragem da Propina”.

A Operação Jogada Marcada foi deflagrada pela Polícia Civil de Goiás, com o apoio das polícias do Ceará, do Espírito Santo, do Maranhão, da Paraíba e de Pernambuco, onde também foram cumpridas medidas judiciais.

Ao todo, a operação cumpriu sete mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão.

Ex-jogadores e financiadores também foram detidos. Há suspeitas ainda de que resultados de partidas da série B e D do Campeonato Brasileiro também tenham sito manipulados.

O esquema teria movimentado cerca de R$ 11 milhões, inclusive por meio de plataformas de apostas esportivas. Segundo os investigadores, foi identificada uma estrutura hierárquica do grupo criminoso, com financiadores, intermediários e executores, dentre eles, jogadores, treinadores e dirigentes de clubes alvos da operação.