Crianças desaparecidas no MA: força-tarefa é reduzida após 20 dias

As buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael continuam, mas agora de forma direcionada, com foco na investigação policial

Ana Julia Bertolaccini, da CNN Brasil*, em São Paulo
Buscas por crianças desaparecidas entram em nova fase  • Prefeitura de Bacabal/Divulgação
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As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entraram em uma nova fase após 19 dias em Bacabal, no interior do Maranhão. A partir de quinta-feira (22), a procura passou a ser direcionada, com foco na investigação policial.

De acordo com o Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martin, toda a área de mata foi minuciosamente varrida, com apoio de cães farejadores, aeronaves, drones termais e centenas de profissionais. No Rio Mearim, já foram percorridos 19 km em buscas aquáticas e subaquáticas, incluindo 5 km com uso de side scan sonar pela Marinha.

Segundo o secretário, as investigações da Polícia Civil seguem com rigor, mas agora com estratégias mais específicas, sem descartar nenhuma hipótese. "Vamos manter a equipe, trabalhando em conjunto com a Polícia Civil, buscando todos os detalhes desse acontecimento e através desse conjunto de ações desenvolvidas por estes grupos de investigação e de buscas, fazermos um trabalho localizado", completou.

Anderson Kauã, de 8 anos, primo dos irmãos, já vinha colaborando com informações sobre o caso e participou diretamente das buscas após receber alta médica na última terça-feira (20).

Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, mais de 500 pessoas atuaram na operação, que reúne forças estaduais, a Prefeitura de Bacabal, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil • Redes sociais
Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, mais de 500 pessoas atuaram na operação, que reúne forças estaduais, a Prefeitura de Bacabal, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil • Redes sociais

O menino indicou às autoridades o caminho percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, localizada próxima às margens do Rio Mearim. Anderson foi acompanhado por uma equipe especializada, com apoio psicológico e autorização da Justiça, e segue recebendo acompanhamento multiprofissional de saúde e assistência social, segundo informações da SSP-MA (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

Ele foi encontrado com vida em 7 de janeiro, em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros em linha reta do último local onde seus primos, Ágatha Isabelly e Allan Michael, foram vistos.

Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, quando as crianças saíram para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, mais de 500 pessoas participam da operação, incluindo equipes da Polícia Civil, Marinha e Corpo de Bombeiros.