Irmãos desaparecidos no Maranhão: Amber Alert entra em ação na busca

SSP-MA diz que varreduras em mata e no rio não localizaram vestígios; operação segue com emprego de tecnologia e integração entre forças

Gabriela Bento, colaboração para a CNN Brasil, no Recife
Apuração agora passa a adotar medidas mais específicas, sob a coordenação da Polícia Civil, sem descartar nenhuma hipótese  • Amber Alert Brasil
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As buscas por dois irmãos desaparecidos no interior do Maranhão entram em uma nova fase, com a intensificação das investigações policiais e o acionamento do protocolo Amber Alert. A mudança de estratégia ocorre após a conclusão da varredura completa das áreas de mata e de lago apontadas como prioritárias, sem a localização de pistas materiais sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o início de janeiro, em Bacabal (MA).

Segundo a SSP-MA (Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão), a apuração passa agora a adotar medidas mais específicas, sob a coordenação da Polícia Civil, sem descartar nenhuma hipótese. Os trabalhos são realizados por uma comissão especial formada por delegados da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da SPCI (Superintendência de Polícia Civil do Interior) e da Delegacia Regional de Bacabal.

O protocolo Amber Alert foi acionado pela Polícia Civil por meio do Departamento de Proteção desde o momento inicial das buscas, segundo informações da SSP-MA.

Trata-se de um sistema de alertas urgentes utilizado em casos de sequestro ou desaparecimento de crianças, com a divulgação de informações relevantes, como características das vítimas e, quando disponíveis, dados de suspeitos, nas plataformas da Meta, como Facebook e Instagram. Os avisos são direcionados a usuários localizados em um raio de até 160 quilômetros do local onde a criança foi vista pela última vez.

No Brasil, o Amber Alert é uma iniciativa conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Meta. O cadastro de desaparecimento é incluído pelo Ministério após solicitação do Laboratório de Inteligência Cibernética (Ciber-Lab) do Departamento de Inteligência Policial da Polícia Civil, com base nas informações registradas em delegacias.

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Nesta segunda-feira (23), o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael completou 23 dias. As crianças foram vistas pela última vez após saírem para brincar, no dia 4 de janeiro, no povoado Santa Rosa, em Bacabal, no interior do Maranhão. Desde então, uma força-tarefa com mais de 500 pessoas foi mobilizada para as buscas.

Na última semana, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que toda a área de mata indicada durante a apuração foi minuciosamente vasculhada, assim como trechos do rio Mearim, sem que fossem encontrados vestígios que indicassem o paradeiro das crianças. As equipes também utilizaram equipamentos de imagem em 3D, além de buscas aquáticas e subaquáticas. Segundo a SSP-MA, os trabalhos tiveram início no primeiro dia do desaparecimento e foram reforçados de forma contínua.