Ex-esposa de João Lima agradece apoio após prisão do cantor por agressão
Raphaella Brilhante usou as redes sociais para se manifestar depois que o artista teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado ao Presídio do Róger, em João Pessoa

Após a prisão do cantor João Lima, a médica Raphaella Brilhante, ex-esposa do artista, usou as redes sociais na segunda-feira (26) e na terça-feira (28) para agradecer pelas manifestações de apoio recebidas após denunciá-lo por violência doméstica. João Lima foi encaminhado ao Presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Róger, em João Pessoa (PB), no início desta semana.
A publicação foi feita após a repercussão do caso e a divulgação de vídeos que mostram João Lima agredindo Raphaella Brilhante. Nas imagens, registradas ao longo da última semana, o cantor aparece segurando a vítima, desferindo tapas e imobilizando-a com força. Segundo a Polícia Civil, a médica procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), no Centro de João Pessoa, no sábado (24).
Na manhã da segunda-feira, João Lima se apresentou à Polícia Civil da Paraíba (PCPB), após a Justiça decretar sua prisão preventiva. Ele foi ouvido na Deam e, em seguida, encaminhado para audiência de custódia, que resultou na manutenção da prisão do artista. João foi encaminhado, no mesmo dia, ao Presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Róger.
Além da prisão, Raphaella Brilhante obteve medida protetiva de urgência contra o cantor, concedida pela Justiça. Em depoimento, ela relatou que manteve um relacionamento com João Lima por cerca de dois anos e que, desde o casamento, realizado no ano passado, passou a viver um “ciclo de violência”.
Nas publicações postadas nas redes sociais, a médica afirmou que atravessa um período de intensa dor física e emocional, mas destacou a importância do apoio recebido. Segundo ela, as mensagens de solidariedade têm sido fundamentais para que consiga se manter de pé após os episódios de violência.
“As dores são imensas. A dor é imensa. Eu não estou bem. Tudo ainda dói, no corpo, na alma, na memória. Mas, mesmo em meio a tudo isso, eu tenho sentido algo que me levanta todos os dias: o apoio de vocês. Cada mensagem, cada palavra de carinho, cada gesto de empatia tem sido como uma mão segurando a minha quando eu achei que cairia”, escreveu a médica.
Raphaella também afirmou que tornar pública sua história tem servido de alerta e de encorajamento para outras mulheres que vivem situações semelhantes. Para ela, o fato de seu relato despertar consciência e ajudar a reconhecer limites antes que a violência se agrave dá sentido à dor vivida e reforça a necessidade de enfrentar a violência doméstica.
Confira o agradecimento na íntegra:
“Antes de qualquer coisa, eu agradeço a Deus. Agradeço a Deus por ter ouvido o meu pedido de socorro naquele momento. Por ter me permitido estar viva. Por ter me sustentado quando eu achei que não conseguiria sobreviver.
As dores são imensas. A dor é imensa. Eu não estou bem. Tudo ainda dói, no corpo, na alma, na memória. Mas, mesmo em meio a tudo isso, eu tenho sentido algo que me levanta todos os dias: o apoio de vocês. Cada mensagem, cada palavra de carinho, cada gesto de empatia tem sido como uma mão segurando a minha quando eu achei que cairia.
E, aos poucos, eu tenho percebido algo muito forte: quando eu me levanto, eu não estou me levantando sozinha. Eu estou me levantando com uma multidão comigo.
Saber que a minha história tem servido de força, de coragem e de alerta para outras mulheres me conforta profundamente. Dá sentido a uma dor que jamais deveria existir.
Se tudo isso que eu vivi puder salvar outras vidas, despertar consciências ou fazer alguém reconhecer um limite antes que seja tarde, então essa dor não é em vão.
Eu me permito ser instrumento de cura, enquanto, com a ajuda de Deus e de cada um de vocês, o meu próprio corpo e o meu coração também vão sendo curados.
Obrigada por essa corrente do bem. Obrigada por me lembrarem, todos os dias, que eu sobrevivi e que não estou sozinha”.

