Operação contra o CV prende 12 suspeitos e mira facção na Paraíba
Ação da Polícia Civil e do Gaeco cumpre 75 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão contra grupo investigado por tráfico, homicídios e tortura em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa

Doze pessoas foram presas, na manhã desta sexta-feira (6), durante uma operação da PCPB (Polícia Civil da Paraíba) e do MPPB (Ministério Público do Estado da Paraíba) contra uma organização criminosa ligada ao CV (Comando Vermelho). A ação cumpre 75 mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão para desarticular o grupo conhecido como “Tropa do Amigão”, que atua em Cabedelo, na região metropolitana de João Pessoa.
Segundo a polícia, ao todo 38 pessoas já haviam sido presas até a última atualização da operação. Desse total, 26 já estavam no sistema prisional e tiveram novos mandados cumpridos, enquanto 12 estavam em liberdade.
As investigações apontam que as lideranças da facção coordenavam as ações criminosas a partir do estado do Rio de Janeiro, onde receberiam apoio e proteção do Comando Vermelho.
Batizada de Operação Restinga II, a ação foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) do MPPB (Ministério Público da Paraíba em conjunto com a PCPB, por meio da 3ª Delegacia Seccional e da Unidade de Inteligência Policial).
O grupo investigado é suspeito de atuar de forma estruturada no tráfico de drogas, armas e munições, além de ter envolvimento em homicídios, tortura e corrupção de menores na região de Cabedelo. De acordo com as investigações, a organização criminosa mantinha uma divisão de funções entre os integrantes, com atuação voltada à manutenção das atividades ilícitas no município e em cidades vizinhas.
A operação também se baseia em relatórios técnicos produzidos durante a apuração, que apontam a possível participação de membros do grupo em assassinatos registrados em Cabedelo, João Pessoa e municípios da região metropolitana.
Além das prisões e das buscas, os investigadores pediram à Justiça a quebra de sigilo telemático dos suspeitos e o sequestro de bens e valores atribuídos aos investigados. As medidas têm como objetivo descapitalizar a organização criminosa e atingir seus núcleos de comando, logística e financiamento.


