PB: parque onde jovem foi morto por leoa não considerou sacrificar animal

Homem escalou parede de mais de 6 metros para entrar no recinto do animal; mesmo estressada, leoa obedeceu equipe do local e voltou ao seu ambiente sem a necessidade de uso de tranquilizante ou arma de fogo

Beto Souza, da CNN Brasil, Julia Farias, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
Leona nasceu e foi criada no Parque Zoobotânico Barro da Câmara  • Reprodução/Redes Sociais
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O Parque Zoobotânico Arruda Câmara, local onde jovem morreu após invadir a jaula de uma leoa, afirmou que não considerou em nenhum momento sacrificar o animal após o ocorrido, na manhã de domingo (30), em João Pessoa, na Paraíba.

Na ocasião, o homem escalou uma parede de mais de 6 metros e as grades de segurança para conseguir entrar no recinto do animal e veio a óbito por conta dos ferimentos provocados pelo ataque.

"Em nenhum momento foi considerada a possibilidade de eutanásia. A [leoa] Leona está saudável, não apresenta comportamento agressivo fora do contexto do ocorrido e não será sacrificada", afimou o parque, em nota.

 

Leona é uma leoa (Panthera leo), um animal exótico de 18 anos de idade, nascida e criada no próprio parque em 2007. Ela possui um porte de 130 kg.

Segundo Thiago Nery, médico veterinário do zoológico, o recinto atende rigorosamente às normas técnicas e possui uma borda negativa de 1,5 metro. O local também ultrapassava as medidas de segurança exigidas em mais de 2 metros.

De acordo com um profissional do parque, a leoa é um animal condicionado e passa por treinamentos anuais. Mesmo estressada e em choque, ela obedeceu às instruções da equipe e retornou ao seu ambiente sem a necessidade de uso de tranquilizante ou arma de fogo.

Invasão a jaula

Em nota, a prefeitura de João Pessoa informou que equipes de segurança tentaram impedir a ação, mas o homem agiu rapidamente para acessar a área restrita. Após o ataque, o parque foi imediatamente fechado para os procedimentos de segurança e remoção do corpo.

Jovem morto por leoa em zoológico de João Pessoa tinha sido detido 10 vezes

A administração do parque reforçou que o recinto segue a instrução normativa do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que determina os padrões de construção para garantir a segurança dos visitantes, dos profissionais e dos animais.

Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) permanecerá fechado para visitas até o fim das investigações. A Semam iniciou a apuração das circunstâncias do fato e está colaborando com as autoridades competentes.

A prefeitura de João Pessoa manifestou solidariedade à família da vítima e esclareceu que, apesar de toda a segurança existente, a invasão foi insistente, culminando no episódio lamentável.