'Serial killer' preso vestido de mulher na Paraíba confessou 11 homicídios

Segundo o delegado do caso, primeiro crime cometido pelo suspeito teria sido aos 13 anos

Julia Naspolini, da CNN Brasil*, em São Paulo
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Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, preso vestido como uma mulher para tentar fugir, confessou ter cometido 11 homicídios. Ele foi preso nesta terça-feira (15) pela Polícia Civil da Paraíba e é suspeito de integrar uma organização criminosa descrita pelas autoridades como ultraviolenta.

Segundo o delegado Douglas Garcia, o homem afirmou em depoimento à polícia que seu primeiro crime foi aos 13 anos e que teria cometido 80 assassinatos ainda menor de idade.

Ele é investigado por diversos homicídios registrados na região do Vale do Mamanguape, no Agreste da Paraíba.

De acordo com o delegado, o suspeito confessou os crimes "com muita frieza". 

Jorlan também teria assumido a autoria de um duplo homicídio ocorrido no dia 1º de agosto, "à luz do dia", em Umbá, na cidade de Riutino.

De acordo com as investigações, o preso justificaria os crimes violentos pelo "sentimento de fazer justiça com as próprias mãos". Para ele, as vítimas eram pessoas que o ameaçavam e eram "envolvidas com o mundo do crime".

Entenda a prisão

Segundo as equipes envolvidas na ação, o suspeito usava roupas femininas e estava acompanhado de uma criança de colo. De acordo com os policiais, a estratégia seria uma tentativa de dificultar sua identificação e escapar dos policiais.

A prisão foi resultado de uma operação integrada que reuniu diferentes forças de segurança e setores de inteligência.

Após o acionamento do comando da Polícia Militar, foi formada uma força-tarefa com a participação de policiais civis, militares e agentes dos setores de inteligência. A atuação conjunta permitiu o compartilhamento de informações e a definição da estratégia para localizar o investigado.

O trabalho integrado resultou em um cerco policial que durou mais de 30 horas, até que o foragido fosse localizado.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo