PE: Influenciador é condenado a pagar R$ 50 mil a alvos de 'pegadinhas'

Rafael Chocolate foi condenado por danos morais a duas vítimas de pegadinhas, uma delas perdeu o emprego e teve problemas de saúde; ele recorreu da decisão

Gabriela Bento, colaboração para a CNN Brasil, no Recife
O influenciador digital foi condenado pelo TJPE a pagar R$ 50 mil em indenizações por danos morais.  • Reprodução/Redes sociais
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O influenciador e youtuber pernambucano Rafael Francisco Cavalcanti da Silva, conhecido nas redes sociais como Rafael Chocolate, foi condenado pelo TJPE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) a pagar R$ 50 mil em indenizações por danos morais a duas pessoas que foram alvo de pegadinhas produzidas pelo criador de conteúdo, no Centro do Recife.

Rafael acumula mais de 5 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, com 344 vídeos de pegadinhas publicados, e cerca de 971 mil seguidores no Instagram.

Suas pegadinhas, que frequentemente viralizam, incluem fingir deficiência, dançar atrás de desconhecidos e simular engasgos nas ruas da capital pernambucana.

De acordo com os autos do processo, o primeiro caso, ocorrido em dezembro de 2019, um homem de 31 anos teve um balde jogado na cabeça enquanto caminhava por uma rua do centro da cidade. Apesar de o rosto da vítima ter sido borrado no vídeo, ele foi reconhecido por várias pessoas e denunciou ter desenvolvido transtorno de ansiedade e depressão após a divulgação da pegadinha, além de ter perdido o emprego.

Inicialmente, a Justiça condenou Rafael Chocolate a pagar R$ 15 mil, valor que, com correções e honorários, chegou a R$ 30 mil. A decisão foi publicada em setembro deste ano e, segundo o TJPE, não cabe mais recurso neste caso.

Em outro processo, de 2022, um comerciante senegalês foi filmado enquanto trabalhava na área central do Recife. O vídeo, publicado sem autorização, acumulou quase 8 milhões de visualizações no YouTube. Neste caso, o TJPE determinou que Rafael Chocolate pague R$ 20 mil em indenização. No entanto, segundo a Justiça, a defesa do influenciador recorreu, e o processo ainda está em andamento.

A CNN tentou contato com Rafael Chocolate, mas ainda não obteve resposta.