Secretaria apura suposta agressão contra homem que deu 60 socos em mulher
Igor Cabral alegou ter apanhado de policias penais na Cadeia Pública Dinorá Simas (RN), onde está custodiado desde sexta-feira (1)

A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte informou que apura uma suposta agressão sofrida por Igor Cabral, homem que espancou a namorada com 61 socos. Ele alega ter sido agredido por policiais penais na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim (RN), onde está preso desde sexta-feira (1).
Em nota à CNN, a SEAP afirmou ter adotado providências imediatas após receber a denúncia. A Coordenadoria de Administração Penitenciária e a Ouvidoria do Sistema Penitenciário se deslocaram até a unidade prisional para acompanhar Igor, que foi encaminhado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) para realizar exame de corpo de delito.
Além da Polícia Civil, a Corregedoria do Sistema Prisional foi acionada e disse que adotará todas as medidas necessárias, dentro de suas atribuições. A CNN tenta contato com a defesa de Igor e aguarda posicionamento da Polícia e da Corregedoria.
Alta hospitalar e apoio
Juliana Garcia, a mulher espancada com mais de 60 socos, ainda não tem previsão de alta hospitalar. A informação foi divulgada pela defesa dela, representada pela advogada Renata Araújo, na tarde deste domingo (3).
Em nota publicada nas redes sociais, a advogada afirmou que a vítima "está bem e em processo de recuperação no hospital". Há dois dias, a mulher passou por uma cirurgia de reconstrução facial devido às agressões, no Hospital Universitário Onofre Lopes, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), em Natal.
A defesa também relatou que Juliana tem recebido apoio e carinho de diversas pessoas, que desejam enviar flores e presentes à ela. Porém, a advogada esclareceu que "por orientação médica e para evitar riscos, não está sendo permitido o recebimento de flores no hospital".
Ainda de acordo com a advogada, no momento, não estão autorizadas visitas de "pessoas externas à rede de apoio dela".
Alegações do agressor
Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, integrou a seleção brasileira de basquete 3x3 e disputou torneios internacionais, incluindo campeonatos mundiais. O nome dele também consta nos registros da Liga Nacional de Basquete e dos Jogos Olímpicos. Após a repercussão do caso, Igor desativou as redes sociais.
Em depoimento à polícia, o ex-jogador alegou ter sofrido um "surto claustrofóbico" no momento da violência.
Mulher espancada com 60 socos: 5 pontos para entender o caso
Segundo a Polícia Civil, o homem já teria agredido a mulher em outras ocasiões anteriores ao caso. Em um formulário que precisava ser preenchido, Juliana informou que já havia sido agredida com empurrões e que também sofria violência psicológica grave.
De acordo com a corporação, Juliana teria conversado com Igor sobre a possibilidade de tirar a própria vida e "ele incentivava ela a tomar essa atitude".
Relembre o caso
O ex-jogador de basquete foi preso preventivamente após agredir brutalmente a namorada Juliana Garcia. A agressão, registrada por câmeras de segurança no dia 26 de julho, levou Juliana a ser socorrida com ferimentos graves e um "enorme" edema facial.
Nas imagens é possível ver que o agressor, Igor Eduardo Pereira Cabral, golpeou a namorada com os punhos, causando lesões visíveis. Veja o vídeo:
*Sob supervisão de Luan Leão


