Grupo baiano é preso em Aracaju por golpe do falso advogado em idosos
Suspeitos teriam aplicado golpes contra idosos em vários estados do país

Cinco homens foram presos em flagrante em Aracaju, em Sergipe, suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em golpes contra idosos. A prisão do grupo, divulgada nesta quinta-feira (24), ocorreu após denúncias sobre movimentações atípicas em casas lotéricas da capital sergipana.
Os suspeitos são naturais de Jequié, no interior da Bahia, e estariam aplicando o chamado golpe do falso advogado, mantendo contato com vítimas idosas, especialmente residentes no Distrito Federal, e as convencendo a realizar pagamentos urgentes.
Para isso, os criminosos geravam QR Codes de pagamento nas lotéricas de Aracaju e os enviavam às vítimas. Após as transações, voltavam aos estabelecimentos para sacar os valores via Pix.
De acordo com a delegada Gisele Martins, da Delegacia Especial de Turismo, o esquema levantou suspeitas entre funcionários das lotéricas devido ao comportamento repetitivo e discreto dos envolvidos. “Recebemos informações de que havia um grupo de pessoas atuando em algumas casas lotéricas da cidade. Essa atuação chamou a atenção dos proprietários e funcionários por conta de um comportamento diferenciado dos demais clientes”, afirmou.
A delegada ainda informou que o grupo atuava em revezamento, simulando ser clientes habituais e realizando saques próximos ao limite permitido por transação. “Eles simulavam ser clientes habituais e estavam realizando saques via Pix de quantias próximas ao teto, que é de R$ 5 mil”, explicou.
Quando os saques não eram autorizados diretamente nas lotéricas, os suspeitos faziam transferências para contas de terceiros e, em seguida, repartiam os valores entre os integrantes do grupo.
Durante a abordagem policial, foram encontrados diversos comprovantes de transações realizadas nos últimos dias, somando mais de R$ 100 mil movimentados. Os presos vão responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e ramificações do esquema em outros estados.


