Empresário condenado por jogar modelo do 14° andar de hotel é preso no Pará

Crime ocorreu em 2005, em Brasília e vítima denunciava assédios sexuais do acusado

Tayana Narcisa, da CNN Brasil, em Belém
Após o crime, o empresário conseguiu fugir e, por anos, levou uma vida de luxo em Belém (PA), onde vivia com a esposa e filhos  • Divulgação/PCPA
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A PCPA (Polícia Civil do Pará) prendeu um empresário condenado por feminicídio, acusado de arremessar uma modelo amapaense do 14° andar de um hotel, em Brasília. O crime ocorreu em 2005 e a prisão foi divulgada nesta quarta-feira (10), após cumprimento de mandado definitivo no município de Salinópolis, no nordeste paraense.

A ação foi realizada pelo Polinter (Serviço de Polícia Interestadual), vinculado à DIOE (Divisão de Investigações e Operações Especiais). O mandado de prisão definitiva havia sido identificado durante consultas ao BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão). Com o apoio do NAI (Núcleo de Apoio à Investigação) de Capanema, os policiais localizaram o condenado e efetuaram a prisão.

Segundo o delegado Artur Carlos Junior, titular da Polinter, após a confirmação da ordem judicial, a equipe realizou diligências até encontrar o paradeiro do foragido.

“Ao localizá-lo, ele foi cientificado sobre o mandado, recebeu voz de prisão e foi conduzido à unidade policial para os procedimentos legais”, explicou.

Após a prisão, o empresário foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.

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Relembre o caso

O crime aconteceu em 2005 e teve como vítima uma modelo amapaense que também era funcionária do acusado. De acordo com as investigações, a mulher sofria assédios sexuais constantes e teria solicitado desligamento da empresa em razão do comportamento do empresário.

Ainda conforme a apuração policial, a vítima foi levada à Brasília sob um pretexto falso. Hospedados no mesmo quarto de um hotel, ela se recusou a permanecer com o acusado. Diante da negativa, o homem a arremessou da sacada do 14° andar do prédio, causando sua morte. Após o crime, o empresário conseguiu fugir e, por anos, levou uma vida de luxo em Belém, onde vivia com a esposa e filhos.

Com o trânsito em julgado da condenação, a Justiça expediu o mandado de prisão, que foi finalmente cumprido no Pará quase duas décadas após o feminicídio.