Estudo analisa mercúrio em aldeia indígena perto de garimpo ilegal
Substância tóxica que pode causar danos graves à saúde humana, principalmente ao sistema nervoso; monitoramento integra uma das frentes de atuação do Governo do Brasil no enfrentamento ao garimpo ilegal

Um estudo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) analisou a presença de mercúrio na Aldeia Gorotire, na Terra Indígena Kayapó, em Redenção (PA), área próxima ao garimpo ilegal Maria Bonita.
A ação ocorreu entre os dias 9 e 19 de janeiro e incluiu a coleta de amostras de água, sedimentos, peixes consumidos pela comunidade e material biológico dos moradores, além de entrevistas e avaliações clínicas. Ao todo, 209 pessoas participaram do monitoramento.
O estudo faz parte do projeto Impacto do Mercúrio em Áreas Protegidas e Povos da Floresta na Amazônia, desenvolvido em parceria com a Fiocruz e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com financiamento do governo da Alemanha.
O mercúrio é uma substância tóxica que pode causar danos graves à saúde humana, principalmente ao sistema nervoso. A exposição contínua pode provocar problemas neurológicos, como tremores, perda de coordenação motora, dificuldades de memória e alterações cognitivas, além de afetar a visão e a audição.
As análises biológicas serão realizadas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). As ambientais ficarão a cargo da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Além da Aldeia Gorotire, o monitoramento também envolveu outras oito comunidades Kayapó.
Segundo o MMA, os resultados devem servir de base para ações de proteção ambiental, de saúde indígena e de combate ao garimpo ilegal na Amazônia.


