Evento discute bioeconomia amazônica em Belém

Encontro reforçou a importância da inovação para a inclusão social e preservação ambiental às vésperas da COP30, e marcou a inauguração do novo escritório da empresa no Pará

Tayana Narcisa, da CNN, em Belém
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Um encontro realizado nesta quinta-feira (8), na Ilha do Combu, em Belém, reuniu empresários, autoridades públicas e acadêmicos para discutir como a tecnologia pode impulsionar a bioeconomia e o desenvolvimento sustentável na Amazônia.

A escolha do local também foi simbólica: a Ilha do Combu, localizada a 15 minutos de barco do centro da capital paraense, é um território de floresta viva, onde comunidades ribeirinhas preservam modos de vida sustentáveis e tradicionais.

Realizar um debate sobre tecnologia e inovação em meio à floresta reforça a urgência de integrar saberes locais com soluções digitais para enfrentar os desafios ambientais e sociais da região.

Promovido pela Accenture, multinacional de tecnologia da informação, o evento aconteceu em um momento estratégico de preparação para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será sediada em Belém, em novembro deste ano.

A programação, intitulada “Tecnologia na Seiva”, também marcou a inauguração do novo escritório da empresa em Belém, localizado no campus do Centro Universitário do Pará (CESUPA), consolidando a presença da Accenture na Região Norte e fortalecendo a descentralização da inovação no Brasil.

“Sobre a COP30, nossa missão aqui não é apenas participar, mas auxiliar o Brasil a se destacar nesse evento, para que ele fique marcado mundialmente como uma COP não da cidade, mas da selva e da natureza”, afirmou Rodolfo Eschenbach, presidente da Accenture no Brasil e América Latina.

O evento foi dividido em dois painéis temáticos. O primeiro, “A reinvenção das parcerias multissetoriais para um planeta sustentável”, contou com a participação de Rodolfo Eschenbach; Flávia Picolo, líder de tecnologia da Accenture na região; Hélio Mosquim, diretor de tecnologia da Vale; e André Godinho, secretário extraordinário da Prefeitura de Belém para a COP30.

O segundo painel, intitulado “Convergência Tecnológica e Harmonia Setorial: a fundação para um futuro mais equilibrado”, abordou a relação entre inovação, transição energética e educação. Participaram Camilo Adas (Be8), Felipe Bottini (Accenture) e Sérgio Mendes, reitor do CESUPA.

Segundo a Accenture, estratégias de descentralização são implementadas ao longo dos últimos anos, com investimentos em polos de inovação fora do eixo Rio-São Paulo.

“Teremos paraenses trabalhando em projetos locais, com os clientes do Pará, do Brasil e do mundo inteiro. Essa é a beleza da Accenture e a chance da gente exportar esse conhecimento e essa beleza para o mundo inteiro”, destacou Eschenbach.

Belém agora se soma a cidades como Recife, Fortaleza, Campina Grande, Nova Lima e Joinville, onde a empresa aposta no potencial de talentos regionais para desenvolver soluções tecnológicas com impacto social.

Às vésperas da COP30, o evento sinaliza como a tecnologia pode ser uma aliada estratégica na construção de soluções sustentáveis para a Amazônia. Iniciativas como essa reforçam o protagonismo da Região Norte nas pautas ambientais e ampliam sua inserção nos debates globais sobre o futuro do planeta.