COP30

Lula cita tornado no Paraná e fala em "vencer negacionismo" na COP30

Na abertura dos trabalhos da COP30, Lula falou sobre o tornado que deixou seis mortos, centenas de feridos e milhares de desalojados

Julia Farias, colaboração para a CNN Brasil, Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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Na abertura dos trabalhos da COP30, nesta segunda-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre o tornado que deixou seis mortos, centenas de feridos e milhares de desalojados no Paraná.

Tornado no Paraná: veja quem são os mortos em catástrofe

No contexto de eventos climáticos extremos, Lula lembrou do ocorrido na última sexta-feira (7), lembrando que "a mudança do clima já não é uma ameaça do futuro, mas uma tragédia do presente".

Na sequência, o presidente reforçou o combate às desinformações sobre os perigos climáticos, dizendo que "a COP30 será a COP da verdade", e que o momento é de "vencer novamente os negacionistas", fazendo alusão aos que refutam as consequências climáticas no Brasil.

Relembre o caso

Um tornado que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, na noite de sexta-feira (7), deixou um rastro de destruição.

O fenômeno meteorológico extremo foi resultado da formação de um ciclone, um sistema de baixa pressão que se desenvolveu sobre o continente, entre o Paraguai, o norte da Argentina e a porção oeste da região Sul.

O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) classificou o tornado no nível F3, o que implica ventos que podem chegar a 250 km/h. O governador Ratinho Júnior (PSD) classificou a catástrofe como "sem precedentes" na história do estado, uma "situação de guerra".

Os dados registram os verdadeiros impactos devastadores:

  • Vítimas: Seis pessoas morreram (cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava), e 750 pessoas ficaram feridas, totalizando 784 atendimentos na rede hospitalar.
  • Destruição: Cerca de 90% dos edifícios em Rio Bonito do Iguaçu foram danificados ou atingidos, com relatos de postes e fios caídos e estruturas metálicas retorcidas. Houve pelo menos 1.000 pessoas desalojadas e cerca de 28 desabrigadas.

Em resposta, o governo do Paraná decretou estado de calamidade pública no município e luto oficial de três dias em todo o estado. Uma força-tarefa integrada com mais de 50 bombeiros, Defesa Civil, Copel e Sanepar foi mobilizada. O governo federal enviou ajuda humanitária, medicamentos e materiais.

A Copel contabilizou cerca de 280 postes caídos e três torres de alta tensão derrubadas, mas conseguiu restabelecer 49% da rede elétrica de distribuição em Rio Bonito do Iguaçu até a manhã de domingo.

Laranjeiras do Sul, cidade vizinha, serviu como ponto de apoio e abrigo provisório, com grande solidariedade da população na arrecadação de doações.